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Campo Grande, Sábado, 24 de Junho de 2017

02/06/2015 10:25

A dama de Cuba

Por Gilson Cavalcanti Ricci (*)

A economia brasileira começa a mostrar sintomas de preocupante debilidade, conforme mostram as estatísticas econômicas oficiais, que apontam num futuro próximo a queda vertiginosa do crescimento das fontes vitais de riqueza do nosso amado País, e a ameaçadora aproximação de dois dígitos de inflação ao mês. Enquanto esta velada ameaça alarma os moradores de todos os quadrantes do Brasil, Dilma Rousset surge na mídia todos os dias rindo ao lado do companheiro marxista-leninista, Lula da Silva, que não se cansa em ironizar os adversários políticos, como se nenhum outro além dele tivesse capacidade para gerenciar a intrincada economia brasileira – um pândego na verdade. A risonha senhora olha as estatísticas e as menospreza com tiradas satíricas da verve de seu mestre confessadamente apátrida e ateu.

Diante dessa ameaçadora posição da economia nacional, a risonha presidenta responde com muxoxo às perguntas sobre o futuro econômico do Brasil. Agora, assustada com o fracasso de sua má administração, passou a praticar vultosos cortes no orçamento federal, chegando as tesouradas já a mais de bilhões de reais, expondo em real ameaça a cambaleante máquina administrativa, e pondo em risco de colapso a curto prazo setores de suma importância da economia nacional. Tempos atrás, a mídia noticiou que a “presidenta”, às gargalhadas, encheu os bolsos dos ditadores comunistas assassinos de Cuba e de Angola, injetando nessas gaiolas comunistas bilhões de dólares, precisamente mais de seis bilhões em moeda norte-americana, o que chega a superar atualmente a mais de vinte bilhões de reais, o que foi feito tudo na surdina, vindo a tramoia a público entre nós somente após as últimas eleições presidenciais, e depois de creditadas as verbas aos malandros beneficiários - inominável desaforo, inaceitável deboche ao brio de todos nós brasileiros.

Num outro lance miseravelmente escuso, a risonha Dama de Cuba mandou buscar seis mil médicos cubanos para trabalharem nos sertões inóspitos do Brasil, no programa governamental “Mais Médicos”. Pobres cubanos vilipendiados em seus direitos civis e trabalhistas, pois, através da mídia nacional, todos nós tivemos conhecimento da malandragem de Fidel Castro e seu irmão títere, em desfavor desses heróis sem fronteira, que vieram exercer o múnus em locais ermos e de difícil acesso, tão distantes da terra onde nasceram, e de suas famílias que lá ficaram. A risonha senhora não corou a cara ao confirmar a suspeita de que, do salário de dez mil reais que lhes cabe por direito, esses médicos recebem por mês apenas dois mil reais, ficando o restante nos bolsos dos irmãos facínoras, verdadeiros “irmãos metralha”. E pasme: as famílias desses quasímodos cubanos ficaram detidas em Cuba, perversamente vedadas de poder acompanhá-los ao Brasil, por mera cautela contra possíveis pedidos de asilo político! Um piramidal desaforo, um crime de cárcere político malditamente configurado, como numa cópia autêntica do holocausto nazi-facista. Mas a senhora risonha, defendendo a patifaria inominável, alto e bom som justificou cinicamente que tal decisão era de soberania do governo cubano!

Depois de passados esses eventos políticos danosos, o povo brasileiro viu realizar-se mais uma eleição presidencial, sagrando-se vencedora a senhora risonha – A Dama de Cuba - com uma margem de mais de três milhões de votos sobre seu adversário, o que me encheu de interrogações. Como o povo brasileiro, que tanto padece vítima de injustiças de toda espécie, sufraga nas urnas o nome de pessoa vassala de ditaduras comunistas, adepta do ateísmo, e amiga da injustiça como procede contra os médicos cubanos, que não recebem salário integral e ficaram despojados de suas famílias. Procuro respostas a tais intrigantes indagações. Certamente, o número gigantesco de eleitores analfabetos, e de menores idade – pessoas que não têm capacidade mental para discernir o que bom ou ruim para si próprio, seria a meu ver resposta exata.

(*) Gilson Cavalcanti Ricci, advogado

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