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A Flor da Vida

Por Heitor Freire (*) | 15/03/2021 13:00

“Todas as coisas têm a predisposição de unirem-se ao todo, para escapar à própria imperfeição”. Leonardo Da Vinci.

Os sábios, ao longo dos tempos, foram buscando e descobrindo uma linguagem que representasse de forma sintética parte dos ensinamentos que consideravam sagrados e que desejavam que permanecessem ocultos à plebe. Assim foram surgindo símbolos que representavam um ensinamento esotérico acessível somente aos iniciados. Desde a Antiguidade, os sábios reconheciam na natureza formas e proporções especiais, que traduziam uma harmonia e unidade em si.

É interessante observar que, quase ao mesmo tempo, em diversos lugares do planeta, o conhecimento se tornou franqueado aos que se dedicavam ao estudo das coisas sagradas. O que mais uma vez comprova que a sabedoria está na energia que circunda tudo. Assim foi com os maias, astecas, egípcios, gregos, hindus, chineses, celtas, etc., tão distantes fisicamente e tão próximos cósmica e mentalmente.

As relações de forma e proporções consideradas sagradas na geometria e na arquitetura também ocorrem de forma idêntica em outras áreas da expressão humana, como na música. O estudo da harmonia vem fascinando os compositores e amantes da música há milênios. A mesma harmonia nos sons, nas formas, nas cores também se encontra na natureza, do microcosmo ao macrocosmo.

Então, que nossos pensamentos e sentimentos sejam sempre luminosos e harmônicos!

Nós estamos aqui por um motivo. Cada dia é uma bênção e fonte de eterno recomeço.

Mas jamais descobriremos isso pelas vias da mente racional. Nem com o passar dos anos na carne; e nem com todo conhecimento linear do mundo. Uma parte de nós sabe e compreende o mistério. Aquela parte que habita em nossos corações. Aquela que é a verdadeira essência.  A fonte. A origem. Esse é o caminho.

Como lembra um dos maiores estudiosos atuais, o médico norte-americano Robert J. Gilbert, os símbolos se baseiam num único princípio: “Tudo tem um padrão, e esse padrão é a chave para criar um efeito específico”.

Esse padrão está contido na Flor da Vida, o padrão da criação.  A Flor da Vida é encontrada na Irlanda, Israel, Egito, China, Tibete, Grécia, Japão e em outros países. Em todos os lugares ela tem o mesmo nome. A Flor da Vida é um símbolo universal, pois existe também, segundo os estudiosos, em outros lugares do cosmos.

Leonardo Da Vinci, um dos homens mais sábios de todos os tempos pela diversidade de seu conhecimento, pela amplitude de seus trabalhos em diversas áreas, buscou decifrar os padrões existentes recorrendo à geometria para chegar ao fundamento da manifestação da vida. Nessa busca, ele chegou à Flor da Vida, um padrão geométrico constituído por vários círculos de igual diâmetro, sobrepostos de maneira padronizada de modo a formar uma estrutura semelhante a uma flor, elemento que, segundo a tradição egípcia, simboliza a vida em sua plenitude.

Segundo o escritor esotérico Drunvalo Melchizedek, ela é chamada flor não só porque se parece com uma flor, mas também porque representa o ciclo de uma árvore frutífera. O padrão sagrado da Flor da Vida, a geometria básica geradora de todas as formas físicas, é estudado em profundidade em seu livro O Antigo Segredo da Flor da Vida, publicado em dois volumes pela editora Pensamento. Vale a pena estudar o seu significado.

Como se pode saber o caminho sem percorrê-lo, se o caminho se faz em cada passo que damos? Ou, como escreveu o poeta andaluz Antonio Machado, “Caminante, no hay camino; se hace camino al andar.” Por isso, digo:  deixemos fluir a vida, sem pará-la em processos egóticos, porque não sabemos o que temos pela frente se não o vivenciarmos.

Para isso, é preciso fé. Fé que não é crença. Fé é comportamento. Fidelidade. Esse é o caminho.

“O que você sabe não tem nenhum valor; o que tem valor é o que você faz com o que você sabe”. (Princípio da Filosofia Kung Fu).

Heitor Rodrigues Freire – Corretor de imóveis e advogado.


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