A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

15/06/2012 15:19

Aqui quero viver

Por Rodrigo Ostemberg (*)

Há pouco o Chanteclair cantou anunciando um novo dia. Dias comuns como tantos outros, mas um dia significativo em uma interiorana cidade sul-mato-grossense. Cidade que há 100 anos é banhada pelo Rio Paraguai, que há cem anos tem o mais lindo pôr-do-sol pantaneiro.

Cidade que viveu altos e baixos. Passou por três enchentes, viu o tanino do quebracho ser sua maior fonte de renda por décadas, viu a Mate Laranjeira ser criada e ir a falência.

Cidade de gente grande, de crianças e de idosos que contam a historia da cidade como causos que se conta aos netos. Pessoas guerreiras que batalham o pão de cada dia no pescado, na pecuária, no turismo ou no pequeno, porém expressivo comercio local.

Aqui tem índios, brancos, pardos, negros, paraguaios... Gente que fala guarani, português e espanhol. Gente HU-MIL-DE, que na confluência da vida, se entregam ao ritmo da cidade.

O sol arde nesta centenária cidade, o frio, vez ou outra aparece, mas aqui o tereré prevalece.

Quando se chega à cidade, pelo asfalto, vê-se uma placa que diz: “Aqui começa o Brasil”, mas isso se deve as primeiras chegadas pelo rio, único porto de desembarque para quem vem do lado de lá, que por anos e anos, era a única forma de se entrar no Brasil.

Realmente, aqui começa o Brasil, e a hospitalidade pantaneira é de primeira, uma verdadeira aula de etiqueta de como tratar bem os visitantes, e esses vão montes a procura de pesca, de sossego, de cultura, pura. Querem ver e ouvir as tais cantoras meninas, que encantam o Brasil. Querem discutir que é o pai do Encantado, ou o herdeiro do Candil. Bandido mesmo é touro que rouba a cena com o forte verde de nossas matas.

Aqui se anda de harley, chalana e bicicleta. Caminha-se pela orla pantaneira. Come-se Chipa, sopa paraguaia e um tal de bife encapado.

Engraçado, chamais me imaginei apaixonado por uma cidade. Jamais me imaginei apaixonado por uma senhora de 100 anos.

Hoje posso dizer que sou sul-mato-grossense por inteiro, nascido em três lagoas, vivi parte da minha vida em Campo Grande, amei Corumbá, descobri Bonito, mas é aqui quero fincar minhas raízes e criar meu filho. Aqui, nessa pequena Porto Murtinho.

*Rodrigo Ostembrg é jornalista

Antônio Baiano – Um Gigante
Roseli Marla, minha cunhada querida, neste momento de profunda tristeza que todos estamos vivendo com a morte prematura do nosso querido Antônio Baia...
Projeto de lei pretende punir quem ocultar bens no divórcio
Quem milita na área do Direito de Família está, infelizmente, mais do que acostumado a se deparar com inúmeros expedientes para fraudar o direito à m...
Internet, Vínculos e Felicidade
A cada dia estamos passando mais tempo em celulares e computadores. Tanto que muitas vezes, quando maratonamos seriados, até a televisão pergunta: "t...
Origem espiritual da Profecia
Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado mort...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions