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Saúde e Bem-Estar

Ampliação de contraceptivos reduz gravidez na adolescência em Campo Grande

Os avanços observados fizeram com que a Capital atingisse a menor taxa de casos em 10 anos

Por Judson Marinho | 03/02/2026 15:13
Ampliação de contraceptivos reduz gravidez na adolescência em Campo Grande
Imagem destaca barriga de mulher gestante, que usa vestido florido e está ao lado de outras gestantes (Foto: Agência Brasil)

Campo Grande registrou, em 2025, a menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos dez anos. Até outubro, o índice foi de 9,58% dos nascidos vivos, percentual inferior às médias estadual e nacional.

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Campo Grande alcançou, em 2025, a menor taxa de gravidez na adolescência da última década, com 9,58% dos nascidos vivos. O resultado é atribuído à ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração, como implantes subdérmicos, e à reorganização da Atenção Primária à Saúde. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 10.055 nascidos vivos, sendo 959 de mães adolescentes, confirmando uma tendência de queda histórica. A cidade também investiu na qualificação do pré-natal e no acompanhamento de gestantes e crianças, com maior integração entre serviços básicos e especializados. O município integra o PlanificaSUS, iniciativa apoiada pelo Hospital Albert Einstein, que fortalece a atenção materno-infantil e reduz agravos evitáveis. A descentralização da oferta de métodos contraceptivos e a capacitação de profissionais são estratégias fundamentais para os avanços alcançados.

O resultado é atribuído ao fortalecimento do pré-natal, à ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração e à reorganização da Atenção Primária à Saúde no município.

Entre janeiro e outubro de 2025, foram contabilizados 10.055 nascidos vivos em Campo Grande, sendo 959 de mães adolescentes. No mesmo período de 2024, a taxa era de 10,42%, o que confirma uma tendência histórica de queda. Em 2015, o índice chegou a 16,03%.

Um dos fatores que impulsionaram esse avanço foi a ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração. Em 2025, o município realizou 457 inserções de implante subdérmico, um aumento de 657,5% em relação ao ano anterior. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, foram 192 procedimentos, crescimento de 2.300% na comparação com 2024.

Outro foco do trabalho desenvolvido em Campo Grande é a qualificação do pré-natal e do acompanhamento das crianças, com identificação precoce das gestantes e maior integração entre a Atenção Primária e os serviços especializados.

Nesse contexto, de acordo com a prefeitura, o município avança na reorganização do ambulatório de atendimento às gestantes de alto risco, buscando garantir um cuidado mais ágil e resolutivo.

Para a superintendente de Atenção Primária à Saúde da Sesau, Ana Paula Resende, os resultados refletem uma mudança estrutural na organização do cuidado.

“Os resultados que o município vem alcançando são fruto de um trabalho técnico consistente da Secretaria, que une planejamento, capacitação das equipes e apoio institucional de uma referência como o Hospital Albert Einstein. O PlanificaSUS tem sido fundamental para qualificar o pré-natal, fortalecer a atenção materno-infantil e reduzir agravos evitáveis”, afirma.

Ampliação de contraceptivos reduz gravidez na adolescência em Campo Grande
Aplicação de implantes subdérmicos de metodo contraceptivo de longa duração (Foto: Divulgação / Prefeitura de Campo Grande)

Além dos implantes subdérmicos, a rede municipal segue ofertando outros métodos contraceptivos, como DIU (Dispositivo Intrauterino) de cobre e hormonal, preservativos internos e externos, pílulas anticoncepcionais, injeções mensais e trimestrais, laqueadura e vasectomia. O atendimento é individualizado e orientado pelas necessidades de cada pessoa e de cada família.

A descentralização da oferta nas unidades de saúde, a capacitação de médicos e enfermeiros e a incorporação do implante subdérmico como prática rotineira na Atenção Primária estão entre as estratégias adotadas, alinhadas às diretrizes de reorganização da rede de atenção à saúde.

PlanificaSUS - Desde julho de 2024, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande integra o PlanificaSUS, iniciativa que conta com apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein para qualificar os processos da rede municipal de saúde. Na última semana, especialistas da instituição estiveram no município para acompanhar e monitorar a aplicação do modelo.

O PlanificaSUS prioriza o fortalecimento do pré-natal e a integração entre a Atenção Básica e os serviços especializados. Na prática, a metodologia atua diretamente na rotina das equipes de saúde da família e dos ambulatórios, auxiliando na organização de fluxos, no aperfeiçoamento de rotinas e no acompanhamento mais efetivo de gestantes e crianças.

De acordo com o especialista de Projetos do Hospital Albert Einstein, Dorival Pereira Junior, a proposta é transformar conceitos técnicos em resultados concretos para a população.

“Trabalhamos junto com as equipes para que elas reconheçam oportunidades de melhoria nos seus próprios processos, como o cadastro da população e o acompanhamento das gestantes no território. Isso permite programar melhor o cuidado, otimizar recursos e alcançar maior estabilidade clínica, reduzindo internações e a procura por pronto-socorro”, explica.

Segundo a Prefeitura de Campo Grande a adoção do PlanificaSUS consolida um modelo de cuidado mais integrado, preventivo e resolutivo, refletindo diretamente em indicadores positivos de saúde materno-infantil e na redução da gravidez na adolescência.