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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

20/03/2019 08:11

Articulação entre universidades de MS supera rivalidades e é exemplo para o país

Por Fábio Edir dos Santos Costa (*)

Unir as universidades sediadas em Mato Grosso do Sul, independentemente se públicas ou privadas, em torno de um único Conselho, capaz potencializar a contribuição que a educação superior pode dar ao desenvolvimento estadual. Foi com essa ideia em mente que, ainda em 2016, nós começamos a estreitar o relacionamento entre nossas universidades.

A ideia demandou uma cuidadosa articulação, afinal não se tratava somente de uma simples parceria interinstitucional, dessas que a gente faz uma foto não muito original assinando um papel e, em seguida, volta às atividades do cotidiano.

O objetivo era muito mais ousado. O que nós queríamos era fazer com que o melhor da capacidade acadêmica de nossas instituições fosse efetivamente convertido em melhoria de vida da nossa população.

Queríamos ser uma referência na proposição de políticas públicas, a partir daquilo que fazemos de melhor e que acreditamos ser o mais importante para o desenvolvimento de qualquer região: educação.

O que era só um ideal, tomou forma já na primeira vez em que todos os reitores (representantes da UFMS, UFGD, IFMS, Uniderp, UCDB e nós da UEMS) sentaram-se à mesa em janeiro de 2017. Naquele momento, ao testemunhar o entusiasmo com que a ideia foi recebida pelos demais reitores, ficou muito claro pra mim que o projeto seria um sucesso.

E foi.

Passados dois anos, o grupo que ganhou o nome sugestivo nome de “CRIE” (Conselho de Reitores de Instituições de Ensino Superior de MS), já é uma das principais vozes regionais da educação superior. As instituições participantes são responsáveis por 64% das matriculas ativas no Ensino Superior de Mato Grosso do Sul.

Se somar todas as nossas comunidades acadêmicas (professores, estudantes e técnicos administrativos) o CRIE concentra mais de 100 mil pessoas. Em relação à contribuição científica convém destacar que TODOS os mestrados e doutorados oferecidos no Estado são oferecidos por estas instituições.

Para além do âmbito acadêmico o CRIE tem tido papel fundamental em projetos de relevância não só regional como também internacional, a exemplo do importante suporte que tem dado ao desenvolvimento da Rota de Integração Latino-americana, que permitirá uma exportação muito mais ágil dos nossos produtos pelo Pacífico, através dos portos de Iquique e Antofagasta no Chile.

Vale destacar que nenhum outro Estado Brasileiro conseguiu fazer o que fizemos, unindo instituições públicas, privadas, confessionais e de capital aberto em torno de objetivos em comum. É um exemplo que Mato Grosso do Sul dá ao Brasil, mostrando que, em nome da educação, é possível abrir mão de qualquer concorrência ou eventuais rivalidades que possam existir entre instituições que, por missão e vocação, deveriam atuar de mãos dadas. Afinal, independente da placa que identifica nossos prédios, o ideal de educação que nos une é infinitamente maior do que nossas diferenças.

Na manhã do dia 18 de janeiro eu, que em nome da UEMS tive a honra de presidir este Conselho em sua primeira gestão, passarei o posto ao meu amigo e companheiro de caminhada Marcelo Turine. Não tenho a menor dúvida de que, assim como tem feito um excelente trabalho à frente da UFMS, Turine também tem muito a contribuir como presidente do CRIE-MS.

O trabalho continua e não vejo no horizonte nenhuma barreira que impeça esta união interuniversitária sul-mato-grossense de se consolidar como uma das mais relevantes vozes da educação superior brasileira. Vida longa ao CRIE-MS!

(*) Fábio Edir dos Santos Costa é reitor da UEMS e presidente do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS)

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