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Campo Grande, Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

31/12/2013 11:28

Cinco dicas para não cair na “deprê” de fim de ano

Por Adriano Gonçalves (*)

“Não consegui emagrecer os 5kg que tinha como meta no início do ano.” “Não passei no mestrado, fiz toda papelada, segui à risca a ABNT, mas, mesmo assim, não rolou.” “Terminei um namoro de cinco anos.” “Não fiz a viagem que havia planejado.”

Fim do ano é um tempo no qual somos submetidos a inúmeros balanços e avaliações. As lojas se fecham para balanço, as empresas para as “avaliações de desempenho”, os cursos universitários, em seus processos de seleção de calouros; na TV, temos inúmeras “retrospectivas”; até o Facebook e o Instragram nos “convidam” a fazer nossa retrospectiva!

Meu caro, parar um pouco e perceber-se no que foi vivido torna-se um fato com o qual você precisa lidar. O mal não está em nos avaliarmos, mas em como o fazemos, pois a primeira ação que temos é de supervalorizar o que não deu certo. E aí surgem sentimentos de culpa, remorso, autocondenação que, se não forem bem administrados, podem nos paralisar e nos impedir de ter uma vida mais plena e feliz.

O fim do ano pode nos trazer sentimentos que beiram um estado depressivo e nos deixam, de fato, sem muita vontade de viver o novo que virá. Não podemos ficar nesse estado depressivo que nos acusa a todo instante. Nada de ficar com os olhos no que deu errado, ficar ruminando os acontecimentos e, depois, colocar para fora em amargura, azedume, autovitimismo, porque isso não rola, não nos faz bem!

Vamos lá! Há algumas dicas que podem nos ajudar neste momento de New Year’s blues. Em inglês, este termo é usado para se referir à tristeza que bate no fim do ano.

* Pergunte-se: “Para que eu?”, e não “Por que eu?”: O “por que eu” coloca-nos em posição de ficar olhando para o próprio umbigo e, assim, teremos uma visão limitada dos fatos e dos acontecimentos. O “para que” coloca-nos em uma posição de olhar para a situação e agirmos sobre elas, usá-las a nosso favor.

* Mudança em ação: Se ao fizermos o balanço e chegarmos à conclusão que precisamos mudar algo, faça primeiro um firme compromisso com você e suas potencialidades não paralise; estabeleça metas.

* Seja específico: Seja específico no que foi vivido e dê o peso certo a cada coisa. Às vezes, tivemos problemas financeiros e dizemos: “Estou fracassado” “Não tem mais jeito” Calma… Não é bem assim. Peso certo, medida certa.

* Examine suas expectativas: São reais ou ilusórias? Seja sincero! É melhor dividir os objetivos em etapas, do que dar um salto maior que a perna!

* Sonhe os sonhos de Deus: Tudo que falei acima só tem sentido se a primeira postura assumida for: “Isto está dentro da vontade de Deus para mim?” Sem isso não dá para ser plenamente feliz! Não que Deus queira manipular e fazer as coisas do jeito Dele, mas é por Ele te conhecer bem, Ele sabe do que o seu coração realmente deseja!

Enfim, olhe para a frente e para o que virá! Saiba que, o que não posso mudar, posso usar a meu favor para mudar minha maneira de encarar a vida, pois um novo tempo só está começando!

(*) Adriano Gonçalves é missionário, formado em filosofia, acadêmico em psicologia e apresentador do Programa Revolução Jesus na TV Canção Nova. É autor de três livros pela Editora Canção Nova: “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra dar certo!” e “Quero um amor maior”.

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