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Campo Grande, Domingo, 24 de Junho de 2018

04/03/2018 08:00

Como diminuir a violência

Por Wilson Aquino (*)

A violência no país está fora de controle. Em todos os estados os índices de criminalidade são elevados e em algumas regiões, como no Rio de Janeiro superou todo e qualquer limite de tolerância. Chegou ao caos. Foi necessário, como “última esperança”, intervenção militar.

Diariamente assistimos os mais absurdos e bizarros fatos já registrados, resultantes desde um simples desentendimento de trânsito até roubos, assaltos e assassinatos planejados, envolvendo inclusive crianças entre as vítimas.

Indescritível a vida daqueles que vivem em meio a esse caos, testemunhando e tendo que se proteger de tiroteios, arrastões, chacinas e tantas outras formas de violência. O crime deixou, há muito tempo, a proteção da noite, da penumbra. Está cada vez mais ousado, violento e à luz do dia. São cometidos os mais bárbaros atos que estarrecem e produzem medo em comunidades inteiras.

O que fazer para mudar esse estado de coisas? O que fazer para reverter, mudar, reduzir a violência no Brasil, cuja fama já é muito bem conhecida em todo o planeta? A intervenção militar, que já está ocorrendo é a melhor solução? Privatizar os presídios e fazer com que os presos trabalhem e paguem pelo seu sustento, e dessa forma, prender absolutamente todos aqueles que cometem crimes e que hoje estão soltos? Investir pesado em educação e na geração de emprego e renda?

Acredito que essas e outras medidas já ventiladas ajudariam, e muito, a mudar o sistema. Mas, existe uma forma que considero sutil e aparentemente quase insignificante, mas que poderia produzir um maior resultado a médio e longo prazos.

A melhor solução está em Deus. É Nele que a sociedade (famílias, organizações e Governo) deveria acreditar e trabalhar para que o indivíduo se aproximasse mais Dele para, consequentemente, ter uma vida reta, longe das ilicitudes, da desonestidade e, consequentemente, de toda forma de violência.

Pais que ensinam o Caminho de Deus a seus filhos, desde pequenos, dificilmente terão problemas com eles mesmo nos períodos de transição da adolescência/juventude e maturidade. Inúmeros estudos comprovam isso. Então, por que não investir e incentivar as pessoas e famílias a trilharem esse caminho que conduz à verdadeira, duradoura e segura felicidade?

Ao contrário disso, o que vemos hoje? A tecnologia que invadiu os lares e isolou marido, mulher, filho, filha... isolou a todos, mesmo dentro de casa, onde ficam plugados nos celulares e computadores. Não há mais comunicação e harmonia familiar. Isto sem contar com o fato de pai, mãe e filhos trabalharem, ficam longe um do outro grande parte do dia. No pouco tempo que lhes restam, preferem ficar “online” em vez de sentarem e desfrutarem de boas e saudáveis conversas.

O diálogo está se tornando cada vez mais difícil em qualquer ambiente (familiar, social, profissional...) porque as pessoas preferem ficar “antenadas” com a tecnologia e sentem que o olho no olho e a boa conversa são coisas do passado. Com isso vão-se formando pessoas insensíveis, incapazes de amar o próximo, que é o segundo maior mandamento de Deus, e, dessa forma, ficam muito mais susceptíveis à maldade, à violência.

Todo indivíduo traz essa grande verdade guardada em seu íntimo: a verdade de que Deus existe e que É Soberano e Criador de todas as coisas. Se aproximar Dele e de seu filho, Jesus Cristo é a maior, melhor e mais garantida condição para uma vida alegre, segura, feliz e agradável.

Enfim, o Brasil chegou ao limite da usurpação dos direitos do próximo; da vida segura em sociedade; da corrupção generalizada que envolve até os três poderes da Nação. Cabe então, especialmente ao indivíduo e às famílias, tomarem as atitudes necessárias para reverter esse quadro, invocando o apoio e a proteção de Deus a seus lares e à Nação.

(*) Jornalista, Professor, Cristão SUD

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