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03/07/2013 06:21

Descontentamento dos jovens

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Manifestação pacífica tem o direito de paralisar as cidades, causando dificuldades para a população que estuda e trabalha? É uma questão difícil de ser respondida, principalmente diante dos recentes acontecimentos. De um lado, o descontentamento geral com os governantes e com o desperdício do dinheiro público justifica os protestos.

De outro, há muitos baderneiros que se aproveitam da situação para depredar e destruir o patrimônio público e privado. Ficou patente que há muita turbulência, pensamentos desordenados e confusos, fúria, medo, ódio, e a soma de tudo isso resultou em vandalismo.

Será que há desordeiros infiltrados? Na verdade isso pouco importa porque a aspereza é ferina, fruto de uma humanidade sem coração, que fortaleceu sua vontade instintiva influenciada pelo raciocínio frio e calculista para a satisfação da própria cobiça.

Após longo período de comodismo, estão surgindo manifestações de descontentamento dos jovens em vários países e o momento é muito delicado; tudo está oscilando, da economia à sociedade; das alterações climáticas ao equilíbrio emocional. Não está fácil observar a espontânea alegria de viver. Serenidade e vigilância são indispensáveis para que os pensamentos negativos não influenciem e enfureçam os ânimos.

Para melhorar o Brasil e o mundo, as pessoas devem agir com o coração e com a mesma generosidade e consideração pelo outro que nutrem por si próprios. Somos todos peregrinos buscando a elevação da qualidade de vida, e devemos estar atentos ao que é essencial e ao que é supérfluo.

Precisamos dos momentos mágicos que nos libertem do superfialismo. Por isso, para alcançar o fortalecimento dos povos, a escola tem de ficar unida ao desejo de encontrar a Verdade e o sentido da existência para educar as novas gerações, dando-lhes bom senso, discernimento, capacidade para uma vida construtiva e laboriosa.

As condições de vida decaíram muito, apesar das inúmeras conquistas da tecnologia. As teorias econômicas, subordinadas à maximização dos resultados puramente financeiros, e os abusos no manejo do dinheiro, estão nos conduzindo para uma situação de descalabro e uma forma de viver cheia de artificialismos.

E qual tem sido a nossa atitude para fortalecer nos jovens o desejo para o bem e a boa convivência? Temos lhes dado, por meio da grande mídia, poderosos venenos éticos e morais sob as mais variadas formas.

A juventude sempre atuou como a grande força renovadora.Os inimigos costumam atacar essa base, minando-a com vícios, desorientação sexual, drogas e, mais recentemente, com o crack, a droga que aniquila.

Durante séculos mentimos para os jovens, mostrando-lhes um viver distante da naturalidade das leis da Criação e da real finalidade da vida.

Para mudar esse cenário e obter êxito, é indispensável instruir e inspirar as novas gerações para grandes feitos, propondo alvos nobres e elevados de forma a aproveitar o seu vigor renovador. Só assim a civilização poderá ser beneficiada pela atuação efetivamente humana.

(*) Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado em economia.

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