A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

28/08/2014 13:43

Etanol brasileiro é prejudicado e estrangeiro privilegiado

Por Ruy Sant’Anna (*)

O governo de Dilma tenta esconder tudo o que seja negativo à sua imagem, principalmente quando o que se registra não se trata apenas de uma suspeita. Por isso a presidente bate cabeça para dissimular simpatia aos produtores sucroalcooleiros, mas suas palavras à imprensa ou discursos não se encaixam à realidade. Ora, nenhum governo pode se dar ao “luxo” de pensar e viver de imagem, muito menos de imagem pessoal, pois isto é narcisismo condenável a qualquer título.

Dilma aparece sorridente para dizer que seu governo está atento para os problemas de abastecimento de combustíveis para o Brasil, mas suas atitudes conflitam com o seu verbo. Várias provas colocam em xeque o governo federal diante de falências de usinas que não conseguem manter o nível de empregos nem equilibrar financeiramente seus empreendimentos. O governo Dilma não tem uma política confiável, segura, sobre o que o País deve produzir.

A política econômica do governo petista é atabalhoada, confusa, inconsistente, sem segurança e inspira desconfiança. Por isso tantos desempregos estão aumentando em toda área de produção, serviço e comércio.

Veja que Dilma tirou a prioridade do etanol, e esta era uma das esperanças dos produtores como também dos proprietários de veículos flex. Com o desprestígio de fato do etanol, embora o governo tente disfarçar isso, como fica a situação dessa produção que deveria ser uma das grandes riquezas brasileiras? Diante dessa absurda decisão como fica a indústria de veículos?

Fora essa desastrada atitude o governo de Dilma ainda importa etanol mais caro do que o que produzimos no Brasil. O etanol importado dos EUA é extraído basicamente de milho e é mais caro que o nosso que é produzido da cana, e além do preço mais caro ainda tem que se considerar que o governo desprestigia a produção nacional e fica dependente da exportação.

Quer verdade, certo? Então, o governo Dilma está trazendo 12 milhões de etanol dos Estados Unidos, em plena safra do Nordeste e esse combustível tem por objetivo os distribuidores de combustível nordestino. A gritaria pelo prejuízo e desprestígio governamental ao produto brasileiro foi grande e com total razão, principalmente porque entre os compromissos está o de a cada 45 dias, neste ano de 2014, deve chegar um navio com etanol, segundo projeção da Alphamar, agência responsável pela contratação.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúçar), Renato Cunha, classificou essa operação como “esdrúxula”, e “arrasa uma rentabilidade já bastante comprometida e que aumenta o risco de desemprego no setor”.

O que Dilma vê como gosto ruim com relação à FAO e OCDE são porque a Organização das Nações Unidas (ONU), que aglomera tais instituições, distribuiu para o mundo documento com a afirmação de que “a descoberta do pré-sal fez o etanol perder a importância” no Brasil.

Essa decisão esdrúxula vinha se alastrando na medida em que o governo acelerou o investimento no pré-sal. Dilma e seus seguidores não sabem decidir por prioridades que alcancem às aspirações populares e verdadeiras necessidades econômicas. Desde Lula, o governo do PT cria suas necessidades e tenta alcançá-las, assim sai atropelando todo mundo: se der, depois o governo tenta justificar seus vai ou não vai, e upa lê, lê... E o povo? Pra eles, o povo e o empreendedor, indústria, serviço e comércio, são apenas e tão somente detalhes.

Quem disse que o governo tirou prioridade do etanol foi um relatório da FAO, que tem essa sigla traduzida para Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agriculturas. Tal documento foi reforçado por outra instituição, a OCDE que significa Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico. Esta é outra instituição insuspeita que analisa as políticas econômicas internacionais. A OCDE é uma organização internacional formada por 34 países e tem sede em Paris, na França.

A OCDE tem por objetivo promover políticas que visem o desenvolvimento econômico e o bem-estar de pessoas por todo o mundo.

Faz parte de seus compromissos com os países integrantes à OCDE o combate à corrupção e á evasão fiscal. Dos 36 países membros vários já conseguiram resultados positivos nesses dois objetivos e oportunizam mais e melhor desenvolvimento econômico e social para seus povos. E o Brasil não integra essa organização, a não ser quando tem eventual interesse.

A presidente está enredada em viagens e compromissos eleitorais e o problema do etanol está atrapalhando decisões que, na observação palaciana, não deve dar dividendo eleitoral para a candidata Dilma. Só que os áulicos palacianos esquecem que Dilma não usa apenas um cargo de exposição, mas tem responsabilidades funcionais que têm de ser resolvidos, ganhe ou perca a eleição. O País não pode parar. Aos trancos continuamos até 5 de outubro. Assim, sem aleivosias sibilinas, dou às amigas e amigos o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado.

Um olho no peixe, outro no gato
O agro brasileiro poderia ser bem mais assertivo em sua comunicação com os mercados, aqui e no exterior. Falar mais das coisas boas que faz, seguindo...
Como transformar a nossa relação com a natureza?
Falar em meio ambiente não é algo abstrato. Se traduz no ar puro que respiramos, na água que bebemos e na fauna e flora que nos cercam. Somos depende...
Sem comunicação não há evolução
Os líderes do agronegócio hoje concordam que precisamos dialogar muito mais com a sociedade urbana, pois sem isso não teremos aderência nas necessida...
A Ciência e o desenvolvimento: o óbvio que deve ser lembrado
Um país só se desenvolve se tiver ciência sólida que se transforme em tecnologia empregada pelo setor produtivo. Isso tem sido sobejamente demonstrad...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions