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Campo Grande, Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

27/04/2012 09:43

Galeria São José II

Por Heitor Freire (*)

Dando continuidade às lembranças suscitadas pela Galeria São José, lembro-me do salão Jóia do Marcos Rodrigues do qual eu era cliente – um dos mais freqüentados daquela época –. O dr. Ramez Tebet também era seu cliente. Ao lado do salão era localizada a Relojoaria do Nelson Kawano, que foi durante muito tempo o relojoeiro mais procurado da cidade; era comum vê-lo com mais de um relógio em cada pulso. Hoje aposentado, é assessor direto do dr. Mafuci Kadri, na administração da Fundação Lowtons de Educação e Cultura (Funlec).

Do lado direito na rua 14, antes de chegar à Galeria, está localizado o edifício Korndorfer, onde funcionou por muito tempo a Joalheria e Òtica Korndorfer. Só vendia jóias finas, relógios Rolex e outros de grande fama.

O edifício foi construído na década de 40, num terreno de 10x15 metros, ou seja em 150 metros quadrados, num primor de projeto e construção do engenheiro Joaquim Teodoro de Faria, com 4 andares, por seu proprietário Frederico Korndorfer, grande figura humana. Simples, sempre sorridente, excelente comerciante.

O edifício tinha elevador o que, para a época, era um grande atrativo. Quando meu pai era dono do salão Cristal, uma vez, meus queridos e saudosos irmãos Hernane e Haydée, como toda criança ativa e curiosa, resolveram conhecer o tal elevador. Entraram, subiram e não souberam fazê-lo voltar, criando uma situação de pânico. Mas tudo foi rapidamente solucionado pelo “seu” Frederico, que, longe de se aborrecer ou criticar as crianças, foi de uma simpatia total desanuviando o ambiente e descontraindo-as para alívio delas e do meu pai.

Quando o “seu” Frederico faleceu, dona Olga, sua viúva, continuou à frente do negócio, secundada pelos seus filhos Hélio, Gaby, Frederico e Oscar. O Oscar foi quem, depois, administrou a Joalheria até que decidiu pelo seu fechamento.

A Joalheria Korndorfer era junto com a do Avelino dos Reis, o grande destaque nesse ramo. O “seu” Avelino, português de boa cepa, era um entusiasta dos esportes, sempre estava patrocinando eventos e premiando com troféus os esportistas da nossa cidade. Foi tão importante que o estádio municipal localizado na avenida Ernesto Geisel leva o seu nome.

Aqui aproveito para fazer um parênteses, com referência a essa tendência dos jornalistas esportivos de descaracterizar a denominação que se dá aos estádios colocando-lhes nomes que pretendem popularizá-los. Por exemplo, o estádio Pedro Pedrossian, Morenão, o estádio José Fragelli, Verdão, o estádio Avelino dos Reis, Guanandizão, desrespeitando os nomes que foram, com justa razão, homenageados.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis

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