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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

31/01/2014 15:13

Memória e história

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

A memória costuma ser entendida como um elemento de fundamentação da identidade cultural, tanto de instituições quanto dos próprios indivíduos. Por isso, a necessidade da preservação da história. Isso não significa se prender ao passado, mas guardar um vínculo com suas raízes. No caso do CIEE, instituição filantrópica de assistência social que insere jovens no mercado de trabalho, comemorar 50 anos significa relembrar de uma história que beneficia 13 milhões de jovens encaminhados à atividade laboral. Muitos deles são hoje profissionais renomados em seus ramos de atividade e fazem a diferença, contribuindo para o desenvolvimento do país.

O CIEE nasceu com a vontade do empresariado e educadores paulistas de criar um mecanismo que propiciasse capacitar e inserir o jovem no mercado de trabalho, atendendo aos desafios que os novos tempos exigiam. Eles entendiam que, para mudar os rumos de um país, era necessário começar pela educação da juventude. O empresário Mario Amato, ex-presidente da Fiesp e um dos fundadores do CIEE, dizia que seria a juventude que poderia alteraria hábitos e costumes, e por meio da educação, edificaria uma nova nação.

O crescimento do CIEE em meio século de vida – está presente em todas as principais cidades de todos os estados, com mais de 350 unidades – comprova o sucesso da empreitada, que começou a funcionar em uma casa na Rua 13 de Maio, no tradicional bairro do Bixiga. Hoje, com o aumento da demanda do Programa Aprendiz Legal, que já conta com 65 mil jovens em capacitação em empresas por todo o país, e com o crescimento gradual de oportunidades de estágio para estudantes dos ensinos médio, técnico, tecnológico e da graduação, o CIEE se expande para atender às necessidade do mercado e dos jovens mais carentes. Programas gratuitos como o de Educação à Distância – que contempla mais de 2,3 milhões de matrículas, desde 2005; desenvolvimento estudantil e profissional; orientação e informação profissional; cursinhos pré-vestibulares; cursos de informática e TI; de alfabetização e suplência para adultos; e capacitação para pessoas com deficiência mostram a preocupação do CIEE como entidade de assistência social, que ampliou seu foco de atuação pensando sempre em melhorar a empregabilidade dos jovens frente à complexidade das exigências da vida moderna.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

 

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