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27/01/2017 09:51

Quanto vale sua vida?

Por Renato Campestrini (*)

Quanto vale sua vida? Essa pergunta, cuja resposta inevitavelmente é que ela não tem preço, aparentemente não encontra eco quando as pessoas assumem riscos desnecessários no trânsito. É muito comum observar nas vias públicas pessoas a transitar manuseando o celular, sem o cinto de segurança no banco dianteiro e, com mais intensidade, no traseiro, a desrespeitar o sinal vermelho do semáforo, a exceder o limite de velocidade.

Quando na condição de condutores, praticamos, ainda que por “cinco minutinhos”, algumas das ações acima elencadas – dentre tantas outras classificadas como infração de trânsito que oferecem risco à manutenção da vida -, não estamos dando o devido valor à nossa vida e a dos demais usuários das vias.

O Poder Público, quando através de seus agentes aplica penalidades àqueles que desrespeitam as regras, não visa auferir receita, mas sim evitar que toda a sociedade assuma os riscos e os posteriores custos médicos hospitalares com o tratamento das vítimas do trânsito.

As contas das ações impensadas no trânsito inevitavelmente acabam sendo pagas pelo sistema de saúde, assistência social do Município e, mais adiante, pela Previdência Social.

Pensar um país melhor para se viver deve contemplar, também, um trânsito mais humano, mais ético. E esse papel é nosso como sociedade.

Para aqueles que entendem que na realidade o que se busca é a arrecadação através da chamada “indústria da multa”, ajudem a quebrar tal indústria. Respeite às regras! Com essa ação já estará a contribuir para um ambiente melhor para todos.

(*) Renato Campestrini é advogado especializado em Legislação de Trânsito e gerente-técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária

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