A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

03/08/2018 13:30

Trabalho informal cresce no Brasil

Por Pedro Lima (*)

O povo brasileiro começa a se dar conta das consequências de não ter lutado para impedir as famigeradas reformas trabalhistas realizadas nos últimos anos, inclusive a regulamentação e expansão da terceirização, que contribuiu para o aumento da informalidade no mercado trabalhista de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Foram mudanças que beneficiaram quase que exclusivamente o empresariado, que deixou de ter responsabilidades sobre a vida profissional daqueles a quem emprega.

Além das consequências de leis contidas na reforma trabalhista, na terceirização e por intermédio de outras medidas de arrocho à vida dos trabalhadores brasileiros, outro agravante que contribui para o aumento do mercado informal, de ponta a ponta do país, é a crise econômica gerada por má gestão pública; pelo desvio de dinheiro público; enriquecimento ilícito de autoridades; pela formação de verdadeiras quadrilhas de corruptos nos três poderes.

O Brasil mergulhou na mais profunda crise (moral e econômica) de sua existência e a situação ficou pior ainda para os trabalhadores que perderam vínculo com as empresas onde trabalham e com a regulamentação da terceirização, muitos perderam seus empregos para serem contratados por essas novas empresas.

Com isso elas tiraram do ganho do trabalhador o seu sustento. O resultado disso foi e continua sendo o achatamento salarial que se verifica em diversas profissões exercidas nas cidades e nos estados brasileiros.

Agora estamos em pleno período eleitoral onde alguns aqueles mesmos parlamentares e autoridades que lesaram o país ou que ajudaram a criar essas leis que vão contra a vontade e necessidade popular, querem se reeleger. Até quando nossos trabalhadores (eleitores) vão continuar imaturos a ponto de não darem um basta a esse estado de coisas e lutar pelo alijamento do processo eleitoral todo indivíduo (deputados estaduais, federais, senadores...) que trabalha contra seus interesses? Até quando?

E para facilitar ainda mais a vida dos empresários, a legislação os protege contra qualquer ação impetrada na justiça pelo pobre trabalhador que se sentir lesado. Além de contar com bons advogados para defende-los, a legislação lhes garante também que em caso de ganho de causa (por eles) é o pobre do trabalhador quem tem que pagar as custas judiciais. Isso vem inibindo a cobrança na justiça de muitos direitos dos trabalhadores, sonegados pelo patronal.

Essa foi mais uma “grande mudança” que as reformas trabalhistas trouxeram para o já sofrido trabalhador, que praticamente perde agora o direito de recorrer à justiça para ser ressarcido de possíveis prejuízos ou sonegação de direitos por parte do patronal.

Enquanto isso, o país caminha para uma campanha eleitoral, para a reta final de mais um ano e com a expectativa de um 2019 não muito promissor economicamente. Nosso povo, nossa gente, precisa se indignar mais e reagir. A começar pelo voto.

Hoje temos plenas e reais condições de levantar a “ficha” de todo homem público e saber tudo o que fez (como votou, no caso dos parlamentares) e nos processos em que estão envolvidos. Sabendo disso podemos decidir sobre seu futuro como homem público, simplesmente exercendo bem o poder do voto.

Nunca é tarde para reagirmos! A hora é agora de lutarmos para afastar todos aqueles que trabalham ou que já trabalharam contra os interesses do povo. Precisamos nos aperfeiçoar e orientar as pessoas a fazerem o mesmo. Só assim um dia teremos uma sociedade muito melhor, mais justa e com qualidade de vida para todos.

( *) Pedro Lima é presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul (Fetracom) e presidente do Sindicato dos Comerciários de Dourados.

Projeto de lei pretende punir quem ocultar bens no divórcio
Quem milita na área do Direito de Família está, infelizmente, mais do que acostumado a se deparar com inúmeros expedientes para fraudar o direito à m...
Internet, Vínculos e Felicidade
A cada dia estamos passando mais tempo em celulares e computadores. Tanto que muitas vezes, quando maratonamos seriados, até a televisão pergunta: "t...
Origem espiritual da Profecia
Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado mort...
As mulheres e Einstein
Fato incomum: 1.900 mulheres discutindo agronegócio, de questões mercadológicas a tendências de tecnologia, sustentabilidade, gestão, diplomacia ambi...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions