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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Março de 2019

20/02/2019 11:37

“Nada para comentar”, informa presidente da Fiems sobre bloqueio de bens

A Justiça Federal, na decisão que autorizou a operação Fantoche, determinou a quebra do sigilo bancário e bloqueio de bens

Aline dos Santos
Polícia Federal cumpriu mandado de busca no Sesi, que fica no prédio da Fiems. (Foto: Henrique Kawaminami)Polícia Federal cumpriu mandado de busca no Sesi, que fica no prédio da Fiems. (Foto: Henrique Kawaminami)

O presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Marcolino Longen, se manifestou por meio da assessoria de imprensa sobre a quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens na operação Fantoche, realizada ontem (dia 19) pela PF (Polícia Federal).

“O departamento jurídico do Sistema Fiems e os advogados particulares do presidente Sérgio Longen estão cuidando disso e por enquanto não há nada para comentar”, diz a reposta da assessoria ao Campo Grande News, que havia solicitado entrevista nesta quarta-feira.

O juiz federal Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, substituto na 4ª Vara da Justiça Federal do Recife (Pernambuco), determinou quebra do sigilo bancário de Longen e mais 35 alvos, dentre pessoas físicas e empresas.

A quebra do sigilo bancário de todos os bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras abrange o período de primeiro de fevereiro de 2012 a 23 de janeiro de 2019.
Sergio Longen também teve bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal. São 24 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, que terão bloqueio até o montante de R$ 400 milhões, valor calculado do prejuízo.

“Com essa medida, busca-se descapitalizar a suposta associação criminosa, recuperar valores subtraídos e fazer cessar a prática dessa espécie de atividade criminosa pelos investigados e por outras pessoas que possam integrar o grupo, se ainda não identificadas, bem como evitar que os investigados continuem a obter lucro com a prática criminosa, com isso podendo-se assegurar a reparação do dano causado ao patrimônio do SESI e do Ministério do Turismo, bem como o pagamento de eventuais multas e custas processuais”, aponta o juiz na decisão.

Presidente da Fiems, Sérgio Longen teve sigilo bancário quebrado no período de 2012 a 2019. (Foto: Kisie Ainoã)Presidente da Fiems, Sérgio Longen teve sigilo bancário quebrado no período de 2012 a 2019. (Foto: Kisie Ainoã)

Na terça-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca no Sesi (Serviço Social da Indústria), sediado na Fiems, no bairro Amambaí, e na rua Jintoku Minei, bairro Royal Park, antigo endereço de Longen.

Conforme o presidente da Fiems, que concedeu entrevista coletiva ontem à tarde, foram recolhidas informações sobre projetos desenvolvidos entre 2010 e 2014. Segundo Longen,100% dos projetos foram licitados e executados na totalidade, com acompanhamento da CGU (Controladoria-Geral da União) e TCU (Tribunal de Contas da União).

Esquema - O Ministério do Turismo fazia convênio com oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), uma espécie de organização não governamental, que recebia cotação de preços simulada com três empresas.

A cotação era simulada, apenas para constar que houve uma concorrência. A vencedora executava o objeto do convênio, por vezes, parcialmente, acima do valor de mercado do produto contratado.

A operação foi realizada em Pernambuco, Nova Lima (Minas Gerais), Maceió (Alagoas), Campina Grande (Paraíba), São Paulo, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Foram 47 mandados de busca e apreensão e dez ordens de prisão temporária.



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