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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Março de 2019

19/02/2019 20:05

Operação Fantoche: empresários são liberados

da Agência Brasil
Agentes da Polícia Federal saindo do prédio da Fiems (Federação das Indústrias em Mato Grosso do Sul), nesta terça-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)Agentes da Polícia Federal saindo do prédio da Fiems (Federação das Indústrias em Mato Grosso do Sul), nesta terça-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, foi liberado no início desta noite, após prestar depoimento na Polícia Federal, segundo informações da assessoria da entidade.

Andrade e os presidentes das federações das Indústrias de Alagoas (Fiea), da Paraíba (Fiep) e de Pernambuco (Fiepe) foram detidos na manhã de hoje (19) no âmbito da Operação Fantoche, deflagrada em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU).

A operação apura fraudes em convênios do Ministério do Turismo com entidades do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Sebrae). Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram autorizados pela 4ª Vara Federal de Pernambuco.

As prisões foram revogadas pela Justiça Federal em Pernambuco. Os empresários começaram a ser liberados pela Polícia Federal nesta noite. Segundo informações da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade deixou há pouco a sede da Polícia Federal em Brasília. Ele está acompanhado pelo vice-presidente da entidade, José da Silva Nogueira, e deve retornar amanhã (20) a Maceió.

Mandados na Capital –A Fantoche tinha dois mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Na Casa da Indústria, o onde estão o Sesi (Serviço Social da Indústria), o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e a Fiems (Federação da Indústrias de Mato Grosso do Sul), na Avenida Afonso Pena, no Bairro Amambaí, PF passou cerca de 3 horas.

Três viaturas levaram agentes até o prédio. As equipes vasculharam o 3º andar, conforme apurou o Campo Grande News, e deixaram o local com malote nas mãos.

A operação também esteve no Edifício Manoel de Barros, a Rua Príncipe Ranier, entre a Via Parque e a antiga Rua Furnas, em frente ao Shopping Campo Grande.

Fantoche - A ação, que conta com colaboração do TCU (Tribunal de Contas da União), investiga os crimes de organização criminosa que cometeu crime contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

O esquema de corrupção envolve um grupo de empresas controladas por uma mesma família que tem contratos e convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo empresarial lucrou pelo menos R$ 400 milhões em 17 anos, de 2002 até agora.

Além de Campo Grande, também foram emitidos mandados para cumprimento em cidades de outros seis estados – dentre elas, Belo Horizonte (MG), Nova Lima (MG), Brasília (DF), Maceió (AL), Campina Grande (PB) e São Paulo (SP). Foram no total 10 mandados de prisão temporária e 40 de busca. Só no Pernambuco, são 23 ordens judiciais – sete para prender e 23 para vasculhar endereços.

 

Sistema S - É o nome dado ao conjunto de nove instituições de interesse de categorias profissionais, estabelecidas pela Constituição - Sesi, Senai, Sebrae, Senac, Senar, Sest, Senat, Sesc e Sescoop.

 

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