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Cidades

Ação contra fraude com multas no Detran prende suspeito com CNHs falsas

Investigado também estava com arma e acabou preso em operação do MPMS

Por Marta Ferreira | 11/05/2021 19:27
Carteiras Nacionais de Habilitação falsificadas foram achadas com investigado, segundo o MPMS. (Foto: Divulgação)
Carteiras Nacionais de Habilitação falsificadas foram achadas com investigado, segundo o MPMS. (Foto: Divulgação)

A Divisão de Autuações do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Mato Grosso do Sul é o foco da operação “Recurso Privilegiado”, realizada nesta terça-feira (11). A operação, segundo divulgado, foi para dar base a investigação sobre exclusão irregular de pontos na CNH de"privilegiados", mas acabou fazendo uma prisão em flagrante.

Um dos envolvidos estava com documentos falsos em casa.  Com ele, também foi achada uma arma de fogo em desacordo com a lei.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a ação foi desenvolvida pela 30ª Promotoria de Justiça de Campo Grande com o apoio do  Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado.

O objetivo foi apurar fraudes no sistema do Detran, “que consistiam na exclusão indevida de multas lançadas, e contavam com o envolvimento de uma ex-funcionária da entidade.”

Houve uma prisão em flagrante por falsidade documental.

“Na casa de um dos alvos, foram encontradas diversas Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) falsas, além de uma arma de fogo de uso restrito que foi apreendida”, escreveu o MPMS em nota divulgada à imprensa.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, envolvendo apreensão de celulares, documentos e um computador.

Investigada - Ex-diretora do setor e atualmente servidora comissionada na Segov (Secretaria de Governo), Juliana Cardoso de Moraes foi um dos alvos dos mandados em cumprimento, conforme apurado.

A investigação, segundo levantado, envolve a suspeita de irregularidades ocorridas em gestões anteriores, notadamente no processo de transferência de pontos referentes a multas de trânsito.

Não é a primeira vez que o nome de Juliana surge nesse tipo de suspeita. Ela ficou na função até maio do ano passado e, em 2016, também enfrentou suspeitas na mesma linha.

A reportagem tentou localizar a servidora comissionada, sem êxito.

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