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Cidades

Após atraso na escolta, julgamento de executores do PCC é adiado para 2022

Com remarcação, outros 2 réus devem ser incluídos na sessão, entre eles, "Mistério", que ordenou execução

Por Silvia Frias e Geisy Garnes | 13/10/2021 09:57
"Alemãozinho" foi executado em dezembro de 2019 e corpo foi encontrado em julho de 2020 (Foto/Reprodução)
"Alemãozinho" foi executado em dezembro de 2019 e corpo foi encontrado em julho de 2020 (Foto/Reprodução)

Após pouco mais de 1h de espera, foi cancelada a sessão de julgamento dos três réus acusados de matar Sandro Lucas de Oliveira, o “Alemãozinho”, executado aos 29 anos por ordem do “Tribunal do Crime” do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Hoje seriam julgados Rafael Aquino de Queiroz, o “Professor”, Adson Vitor da Silva Faria, o “Ladrão de Almas”, e Eliezer Nunes Romero, o “Maldade”, acusados de participar da morte. “Alemãozinho” foi decapitado e enterrado, em dezembro de 2019, pois dizia ser integrante de facção rival, o CV (Comando Vermelho).

Agora, o julgamento será remarcado para a 1ª quinzena de fevereiro de 2022 e, com isso, deve incluir outros dois réus, entre eles, o mandante do crime, Eder Barros Vieira, o “Mistério”, de 39 anos.

A decisão foi feita em consenso entre defesa, acusação e o juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Juri, Aluízio Pereira dos Santos, depois que houve falha de comunicação no pedido de escolta dos réus enviado à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Segundo o juiz, o ofício foi enviado eletronicamente no dia 3 de setembro, sendo anexado ao processo. Como constou a indicação de recebimento, a data do julgamento foi mantida para hoje, às 8h.

Porém, segundo informação da Agepen ao magistrado, a agência não recebeu o ofício e, por isso, não providenciou escolta dos réus, do Presídio de Segurança Máxima até o Fórum.

Santos ainda encaminhou ofício de emergência para evitar o cancelamento, mas até que a escolta fosse viabilizada, o júri somente poderia ocorrer por volta das 10h. Por envolver três réus, a probabilidade é que a sessão atravessasse a madrugada, já que todos os tempos de réplica e tréplica são estendidos. O cálculo seria de 9 a 12 horas de debate.

A data, agora, foi remarcada. “Já marquei o júri para primeira quinzena de fevereiro, quando possivelmente outros dois réus do processo também serão julgados”.

Com isso, outros dois réus devem ser julgados no mesmo dia, caso não haja novas interpelações:  Sidney Jesus Rerostuk, 28 anos, o  “Capetinha”, que admitiu em áudio coletado na investigação ter cortado a cabeça da vítima por ordem do chefe, o “Mistério”. Os dois tiveram processo separado pois recorreram da pronúncia, ou seja, a decisão que determinou julgamento.

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