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Capital

"Mistério do PCC" tem 3ª derrota na Justiça ao tentar se livrar de júri

Por Liniker Ribeiro | 28/06/2021 16:07
Eder de Barros Vieira, preso por ordenar execução de "Alemãozinho".  (Foto: Reprodução das redes sociais)
Eder de Barros Vieira, preso por ordenar execução de "Alemãozinho".  (Foto: Reprodução das redes sociais)

Eder de Barros Vieira, 38 anos, o “Mistério do PCC”, teve a terceira tentativa de se livrar de ir a júri pela morte de Sandro Lucas de Oliveira, o “Alemãozinho”, negada. Desta vez, a defesa, que ingressou com recurso alegando falta de provas contra o acusado, teve o pedido negado pelo desembargador Sideni Soncini Pimentel.

A primeira tentativa de livrar Eder foi em abril, ocasião em que o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, manteve sentença que mandou Eder e outros quatro envolvidos a júri popular. As últimas duas são resultado de recursos apreciados em segundo grau pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A negativa mais recente, assinada por Sideni, foi publicada na última quinta-feira (24). Conforme decisão, rever o posicionamento que manteve a realização do júri implicaria em nova avaliação do conjunto provas que constam nos autos.

Além de “Mistério”, Sideni Soncini Pimentel, o Capetinha, Rafael Aquino de Queiroz, o “Professor”, Adson Vitor da Silva Faria, o “Ladrão de Almas”, e Eliezer Nunes Romero, o “Maldade”, são réus pelo caso.

O caso – Dado como desaparecido em dezembro de 2019, “Alemãozinho”, então com 24 anos, vivia na Vila Popular, em Campo Grande. A investigação policial indica que ele foi vítima do “tribunal do crime”, forma usada pelas facções criminosas para designar assassinatos durante julgamentos de desafetos. -

O plano para matá-lo envolveu até mesmo a simulação de uma negociação de drogas no meio de uma praça do Bairro Nova Campo Grande.

Os restos mortais de Sandro foram encontrados 8 meses após o crime pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). Além de decapitada, a vítima foi enterrada por integrantes do PCC.

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