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Cidades

Chuva causa estragos graves em 11 cidades e duas já decretaram emergência

Depois de emergências decretadas diante dos incêndios florestais, agora é o tempo de danos decorrentes das precipitações volumosas

Por Lucia Morel | 26/10/2020 18:26
Em Caarapó, ventos chegaram a 81 km/h, segundo meteorologia. (Foto: Caarapó News)
Em Caarapó, ventos chegaram a 81 km/h, segundo meteorologia. (Foto: Caarapó News)

Depois da emergência decorrente dos incêndios florestais, agora chegou a temporada das cidades de Mato Grosso do Sul decretarem emergência por causa da chuva intensa. Pelo menos nove já estão em situação crítica e uma, Amambai, publicou decreto municipal na semana passada e hoje, Dourados fez o mesmo.

Mas outras nove estão em vias da mesma decretação, segundo a Defesa Civil estadual, que ainda está auxiliando os municípios na contabilização dos danos. As cidades mais atingidas ficam na região sul do Estado e também na fronteira com o Paraguai.

Postes de energia entortaram e alguns caíram em Itaporã. (Foto: Itaporã News)
Postes de energia entortaram e alguns caíram em Itaporã. (Foto: Itaporã News)

Além de Amambai e Dourados, Caarapó, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Dourados, Ivinhema, Itaporã, Juti e Nioaque sofreram danos graves. Todas estão com decretos de emergência devido incêndios florestais vigentes até 13 de março de 2021 e reconhecidos pela Defesa Civil nacional.

Em Nioaque, houve destelhamento de casas e queda de árvores em várias localidades, assim como em Caarapó, hoje. Na cidade, dados da meteorologia indicam ventos de 81 km/h nesta segunda-feira e 16,2 milímetros de chuva.

Telhado de cerealista literalmente "voou" com ventania nesta segunda-feira. (Foto: Itaporã News)
Telhado de cerealista literalmente "voou" com ventania nesta segunda-feira. (Foto: Itaporã News)

Já em Itaporã, postes de energia elétrica foram danificados e houve destelhamento da sede de cerealista. Ventos de 74,5 Km/h e volume de 29,2 milímetros foram registrados por lá. E em Ivinhema, uma casa foi alagada e a família precisou ser retirada do local.

Sobre Ivinhema, o coordenador da Defesa Civil Estadual, Fábio Catarinelli afirmou que “equipes municipais de Defesa Civil estão fazendo avaliação de danos. Já temos alguns relatos de estragos. Mas precisamos desse levantamento oficial para inserir no sistema".

Contabilizar a destruição das chuvas pode demorar até dois dias, destacou Catarineli. Depois desse trabalho, gestores municipais vão se empenhar na busca de recursos para consertar as cidades. Um dos instrumentos para isso é o decreto de situação de emergência.

Alerta - Mato Grosso do Sul está em alerta para chuvas intensas desde o início desta segunda-feira. Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o Estado pode registrar precipitação de até 100 milímetros por dia. Já as rajadas de ventos podem variar de 60 a 100 Km/h.

Existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Por isso, não é recomendado se abrigar debaixo de árvores e estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (193).

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