Com previsão de alta de 30% no turismo, MS reforça segurança na Rota Bioceânica
Governo aumentará atuação policial e integração entre forças estaduais, federais e paraguaias
Em meio à expectativa de aumento inicial de cerca de 30% no turismo rodoviário após a conclusão da Rota Bioceânica, o Governo de Mato Grosso do Sul quer reforçar a estrutura de segurança em Porto Murtinho para atender o avanço previsto no fluxo de veículos, cargas e turistas com o início das operações do corredor internacional, previsto para 2027.
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O Governo de Mato Grosso do Sul planeja reforçar a segurança em Porto Murtinho para atender ao aumento previsto de 30% no turismo rodoviário com a conclusão da Rota Bioceânica, esperada para 2027. Policiais Militar e Civil e Bombeiros já estão sendo estruturados na região, com foco no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, por meio de uma Câmara Temática que integra forças estaduais, federais e autoridades paraguaias.
As informações foram repassadas ao Campo Grande News pelo assessor especial da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), Luiz Alexandre Gomes da Silva.
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Outro ponto de atenção do governo são as políticas de combate a eventual avanço do tráfico de drogas e do crime organizado. “O tráfico de drogas já existe em diversas regiões do mundo e possui suas próprias rotas consolidadas. Toda rodovia funciona como corredor logístico e, naturalmente, o crime tenta se aproveitar dessas facilidades”, disse ele, que participou do encontro sobre a Rota Bioceânica, em Brasília, chamado “Summit Bioceânica”.

Dessa forma, segundo Gomes da Silva, o governo reforçará as forças policiais que já atuam no combate ao crime na região, com prisões e operações realizadas por diferentes agências de segurança. “O que será feito agora é o aprimoramento desse trabalho, considerando que a demanda e o fluxo na região tendem a aumentar. Por isso, as forças de segurança estão se preparando para esse novo cenário.”
Diante dessa perspectiva, o assessor especial da Sejusp-MS destacou a importância de criar condições para que o corredor bioceânico “seja seguro e pacífico” para todos os usuários. O entendimento é de que a segurança pública também contribui para a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico e social da região a partir da conclusão da Rota Bioceânica.
Estruturas de órgãos estaduais, como Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, já estão sendo montadas na região de Porto Murtinho para reforçar a atuação local.
Estudos indicam a necessidade de ampliação do efetivo de todas as forças de segurança para atender às novas demandas, embora os números ainda não tenham sido divulgados. “Estamos discutindo todos os aspectos relacionados à segurança pública, incluindo os eixos de segurança viária, inteligência e polícia judiciária. O empenho é garantir segurança de forma ampla.”
Avanço das obras - Com cerca de 2,4 mil quilômetros de extensão, a Rota Bioceânica integrará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico. A porta de entrada brasileira ao corredor será viabilizada pela ponte entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, cidades localizadas às margens do Rio Paraguai.
A construção da ponte está na fase final, com mais de 90% das obras concluídas, apesar de atrasos nas vias de acesso ao corredor, no lado brasileiro, e de entraves alfandegários e institucionais.
O assessor especial da Sejusp-MS apresentou parcialmente detalhes sobre o andamento do grupo de gestão da Rota Bioceânica no Estado e da Câmara Temática de Segurança, criados no fim de 2025. Estão sendo mapeadas todas as necessidades para estruturar a segurança pública de forma completa no âmbito da Rota Bioceânica. O objetivo é fortalecer a articulação entre órgãos públicos e garantir a segurança ao longo do corredor a partir da integração entre forças estaduais, federais e autoridades paraguaias.
A Câmara Temática reúne todas as forças de segurança do Estado, como as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Penal, o Detran-MS e outros segmentos da segurança pública estadual. Também participam a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
Integram ainda a estrutura o DOF (Departamento de Operações de Fronteira ), a Defron (Delegacia Especializada de Fronteira) e outros órgãos estaduais ligados à segurança.
Os órgãos federais e estaduais deverão atuar de forma integrada, embora a estrutura federal, como a Polícia Federal, tenha atuação concentrada na ACI (Área de Controle Integrado), espaço alfandegário integrado entre Brasil e Paraguai.
“As unidades estaduais ficarão fora da área de controle integrado, mas o trabalho será realizado de forma conjunta”, assegurou Gomes da Silva.




