Dona de posto de combustíveis é alvo do Gaeco
Equipe ainda apreendeu arma do filho dela, indiciado por posse ilegal de revólver que ganhou de "herança"

Entre os alvos da Operação Gutenberg, a equipe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Clotilde Lizete Andreattta de Oliveira, na Rua Bahia, região central de São Gabriel do Oeste.
RESUMO
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Filho de alvo da Operação Gutenberg, Martin Andreatta de Oliveira, de 47 anos, foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante buscas em São Gabriel do Oeste. A arma, oito munições calibre .380 e um cartucho calibre 20 foram encontrados em um guarda-roupa na residência. A operação do Gaeco apura esquema de R$ 27 milhões em contratos públicos de livros paradidáticos.
Durante a ocorrência, a Polícia Militar, que prestava apoio encontrou uma arma de fogo, 8 munições calibre .380 da marca Aguila e um cartucho calibre 20 escondidos em um compartimento trancado de um guarda-roupa. Segundo o registro, foi necessário forçar a abertura do compartimento para acessar o material.
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No imóvel, a filha de Clotilde informou aos policiais que a arma pertencia ao avô materno da família e que, após a morte dele, passou para o irmão, Martin Andreatta de Oliveira, de 47 anos. Ela também afirmou que as munições eram de propriedade dele.
O armamento e as munições foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de São Gabriel do Oeste. A irmã também compareceu à unidade policial acompanhada do advogado Heitor Miranda Guimarães para prestar esclarecimentos. Um boletim de ocorrência foi aberto por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, com indiciamento de Martin.
Segundo o advogado Heitor Miranda Guimarães, será comprovado que se trata de arma deixada por herança, sem uso.
Clotilde, alvo do Gaeco, é dona de posto e distribuidora de combustíveis na cidade. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um dos 43 mandados de busca e apreensão da Operação Gutenberg, que também cumpriu 16 mandados de prisão preventiva em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.
A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul apura um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos. Além de empresários, a operação tem como alvos servidores públicos e um ex-prefeito, por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possível influência na regulação de consultas, exames, cirurgias e leitos da rede pública de saúde.
#matéria corrigida no dia 8 de julho, às 9h45 para informar que Martin não foi preso na operação.

