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Em 5 anos, apreensão de maconha subiu quase 150% em Mato Grosso do Sul

Em 2015, 279,1 toneladas da droga foram apreendidas, enquanto 2020 já registrou prejuízo de 674,2 toneladas ao tráfico

Por Liniker Ribeiro | 26/11/2020 18:22
Oito toneladas de maconha foram apreendidas pelo DOF, na quarta, no município de Amambai (Foto: Divulgação)
Oito toneladas de maconha foram apreendidas pelo DOF, na quarta, no município de Amambai (Foto: Divulgação)

No último mês, 69 toneladas de maconha foram apreendidas pelas forças policiais estaduais, em Mato Grosso do Sul. O número, somado ao total apreendido desde o início de 2020, representa 674 toneladas da droga que foram retiradas do “mercado”. Em comparação com os últimos 5 anos, as apreensões até o dia 23 de novembro representam aumento de 141%.

Em 2015, segundo levantamento da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) 279,1 toneladas da droga foram apreendidas. No ano seguinte, o total apreendido foi 5% maior, 295,8 toneladas.

O balanço mostra ainda que, em 2017, o número foi ainda maior, 381 toneladas. Somente em 2018 é que houve pequena queda, 339,1 toneladas recolhidas em flagrantes e operações. Em 2019 o número voltou a subir, tendo sido apreendidas 369,5 toneladas de maconha.

Equipe de fiscalização durante apreensão de maconha em rodovia estadual (Foto: Divulgação)
Equipe de fiscalização durante apreensão de maconha em rodovia estadual (Foto: Divulgação)

Se o comparados os números de 2019 e 2020, o ano atual ainda nem acabou e já contabiliza 82,6% a mais de apreensões.

Só na quarta-feira (25), 8 toneladas de maconha foram apreendias pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira), na rodovia MS 485, em Amambai, a 360 quilômetros da Capital.

Na ocasião, a droga foi encontrada em caminhão Mercedes Bens, modelo L 1113. O flagrante aconteceu após policiais estranharem a freada brusca realizada pelo condutor. Em seguida, o suspeito abandonou o veículo e correu para região de mata, às margens da estrada. Buscas foram realizadas, mas o homem não foi localizado.

Motivos – Em entrevista ao Campo Grande News, no mês de outubro, o diretor do DOF, Wagner Ferreira da Silva, afirmou que o aumento nas apreensões está ligado à diversos fatores, três deles principais.

“Nunca tem somente uma causa, são vários fatores que temos que avaliar. Um deles é o aumento da demanda interna. Com a pandemia, o pessoal ficou mais tempo dentro de casa, teve depressão e questão do isolamento”, afirma.

Outros dois possíveis motivos para o aumento das apreensões, conforme Wagner, seria a maior oferta e o reforço nas fiscalizações.

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