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Cidades

Em Campo Grande, 70% dos moradores de 3 bairros desrespeitam isolamento social

Mapeamento usado pelo governo de MS mostram índice de isolamento desrespeitado no Tiradentes, Jd. Cerejeiras e Rouxinóis

Por Silvia Frias | 04/04/2020 11:35
Monitoramento da mobilidade social no Estado será usada para fiscalização da PM (Foto/Arquivo: Henrique Kawaminami)
Monitoramento da mobilidade social no Estado será usada para fiscalização da PM (Foto/Arquivo: Henrique Kawaminami)

Moradores dos bairros Tiradentes, Jardim das Cerejeiras e Rouxinóis foram os que mais desrespeitaram o isolamento social imposto para contenção do novo coronavírus (Covid-19). O monitoramento do governo do Estado identificou ontem que houve deslocamento de até 70% da população dessas regiões.

Mato Grosso do Sul foi o terceiro estado no país a adotar este monitoramento, segundo o responsável pela área de tecnologia do governo do Estado, Alessandro Menezes, em que é possível acompanhar, em tempo real, o deslocamento da população, baseado no GPS do celular. Pernambuco e Minas Gerais foram os primeiros a adotar a tecnologia.

Em Campo Grande, o sistema levou em conta movimentação em raio de 400 metros, em período de 24 horas. “Se a pessoa foi na padaria, na farmácia da esquina, não entra na estatística; estamos falando de pessoas que realmente saíram de casa, estavam circulando pela cidade”.

As melhores taxas de isolamento foram detectadas nos bairros Carandá Bosque, Nova Lima e Santa Carmélia, com variação de 69,95% a 76% dos moradores em pontos fixos, ou seja, não saíram de casa.

Bairro Nova Lima é um dos bons exemplos de isolamento.
Bairro Nova Lima é um dos bons exemplos de isolamento.

Pelo Interior – No resto do Estado, segundo Menezes, os municípios que apresentam as piores taxas de isolamento foram Miranda, Bandeirantes e Cassilândia. As melhores foram identificadas em Jaraguari, Vicentina e Alcinópolis.

“Têm muitos municípios com comércio fechado, crianças não estão indo na escola, então era para todo mundo estar em casa, mas muitas não estão”.

Em Batayporã, no início das restrições impostas pelo município e pelo governo do Estado, a taxa de isolamento era de 30% a 40%.

Após o dia 31 de março, data em que foi divulgada a primeira morte por Covid-19, de residente na cidade, o índice passou para 75%. “A gente percebe que a sociedade precisa de notícia ruim para tomar atitude de prevenção”.

Em Campo Grande, no domingo (22), houve pico de isolamento, com 70,4%, mas que está caindo a cada dia. Uma semana depois, o percentual já era de 65% e, cinco dias após, 40%.

“A gente vê pessoas nas praças, jogando futebol, futevôlei ou tomando tereré, como se a vida tivesse normal e não tivesse em pandemia muito forte no mundo inteiro”.

O coronel Waldir Acosta, comandante geral da PM (Polícia Militar), disse que a ferramenta de mapeamento online é importante para a polícia identificar pontos de possível aglomeração e promover ações para evitar aglomerações ou o respeito ao toque de recolher nos municípios.