Empresa lamenta mortes e diz colaborar com investigação de queda de avião
Em nota, Amapil afirma que aguarda apuração do Cenipa e presta apoio às famílias das vítimas
A empresa Amapil Táxi Aéreo afirmou que está colaborando com as investigações sobre a queda da aeronave que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande. A manifestação foi divulgada em nota oficial publicada nas redes sociais da empresa horas após o acidente.
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Na mensagem, a empresa manifestou pesar pela morte das duas vítimas, disse que presta apoio aos familiares e que toda a equipe está "profundamente consternada" com o acidente.
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Segundo a nota, a empresa atua há mais de 52 anos na aviação civil e destaca que sempre conduziu as operações com compromisso com a segurança, a manutenção das aeronaves e o cumprimento das exigências técnicas do setor.
A Amapil informou ainda que, desde os primeiros momentos após o acidente, passou a colaborar integralmente com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e demais autoridades responsáveis pela apuração, fornecendo as informações e o suporte necessários.
A empresa ressaltou que as causas da queda ainda são desconhecidas e, em respeito às famílias das vítimas e ao trabalho dos investigadores, não fará manifestações sobre aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até a conclusão das investigações oficiais.
O acidente - A aeronave decolou na manhã desta sexta-feira do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com destino a Aquidauana, a 141 quilômetros da Capital. Pouco depois da decolagem, a aeronave caiu em uma área de mata localizada ao lado direito da pista, nas proximidades do Condomínio Atlântico.
Os destroços foram encontrados por um funcionário do hangar, que fazia buscas a pé desde as primeiras horas da manhã. De acordo com consulta ao RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave de matrícula PT-WYQ é um modelo Neiva EMB-810D, fabricado em 1983, e estava com situação regular. O CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) tem validade até 4 de junho de 2027.
O registro também aponta que o avião possuía autorização para operações sob regras de voo por instrumentos, inclusive no período noturno, e não apresentava gravames, ou seja, não havia restrições financeiras ou jurídicas registradas sobre a aeronave.
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