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Cidades

"Rastrear" é aposta para reduzir taxa de contágio de covid nas próximas semanas

Programa do governo do Estado com a OPAS é "uníca" forma de quebrar a cadeia de transmissão do novo coronavirus

Por Lucia Morel | 21/09/2020 19:05
Programa já está sendo utilizado, como piloto, em Naviraí. (Foto: Reprodução)
Programa já está sendo utilizado, como piloto, em Naviraí. (Foto: Reprodução)

Na tentativa de reduzir a taxa de contágio do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul, na semana que vem, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) lança o programa “Rastrear”, em parceria com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).

Com o projeto, que já funciona como piloto em Naviraí, além de monitoramento dos casos confirmados, quem teve contato com eles também será acompanhado, segundo a secretária adjunta de saúde, Crhistinne Maymone.

Ela explica que a importância do sistema é justamente isolar não somente quem está doente, mas identificar a cadeia de pessoas que se aproximaram e tiveram contato com o infectado, e assim, também monitorá-las. “É a única forma de diminuir a taxa de contágio”, explica.

Isso porque, onde a metodologia já foi usada, o contágio foi bastante reduzido. Pesquisa feita na cidade de Shenzhen, em Guangdong, na China, comprovou que a taxa caiu para 0,4 com o uso do recurso de rastreio. O valor é bem abaixo do índice considerado adequado, que é 1.

Em vídeo institucional sobre o programa, a SES afirma que o “Rastrear” possibilita a identificação precoce dos casos suspeitos ou confirmados e ainda, cria uma rede, identificando localização e contatos deles.

Com base nisso, as equipes de saúde poderão traçar estratégias para monitorar diariamente essas pessoas, verificando se apresentarão ou não sinais e sintomas da doença.

Em orientação da OPAS sobre a metodologia, a organização explica que “o rastreamento de contatos é o processo de identificação, avaliação e acompanhamento de pessoas que foram expostas à doença para prevenir a transmissão subsequente”.

O mesmo documento afirma ainda que “quando aplicado de forma sistemática, o rastreamento de contatos interromperá as cadeias de transmissão de uma doença infecciosa” e que no caso da covid-19, “requer a identificação de pessoas que podem ter sido expostas ao vírus da COVID-19 e seu seguimento diário por 14 dias a contar do último ponto de exposição.”

Esse monitoramento será feito por servidores da SES já treinados para isso, através de contato telefônico ou pelas redes sociais. Segundo Maymone, Mato Grosso do Sul e OPAS se preparam para a implantação do “Rastrear” desde 30 de junho.

Documento da OPAS sustenta também que a metodologia é fundamental, principalmente, “quando os países tiverem passado o pico de transmissão e o número de casos estiver diminuindo, e especialmente quando as medidas sociais e de saúde pública rígidas estiverem sendo ajustadas” e que "para que o rastreamento de contatos seja efetivo, os países devem ter a capacidade adequada de testar os casos suspeitos de forma oportuna."

Por fim, é fundamental para que o sistema funcione, que “os indivíduos concordem em fazer um monitoramento diário, estejam dispostos a notificar imediatamente sinais ou sintomas de COVID-19, e estarem preparados para ficar em quarentena por pelo menos 14 dias ou em isolamento caso fiquem sintomáticos”, revela a organização.

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