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Cidades

Mato Grosso do Sul registrou mais de 1 milhão de infrações de trânsito em 2025

Capital responde por 40% das ocorrências e lidera o ranking estadual

Por Kamila Alcântara | 05/01/2026 08:39
Mato Grosso do Sul registrou mais de 1 milhão de infrações de trânsito em 2025
Homem manuseia celular com mão no volante. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O número de infrações de trânsito em Mato Grosso do Sul ultrapassou a marca de 1 milhão em 2025, segundo dados do Painel Estatístico do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Foram 1.024.477 autuações, contra 802.402 em 2024, um aumento absoluto de 222.075 registros, o que representa alta de 27,7% de um ano para o outro. Isso corresponde a 114 multas em média por hora no Estado, ou quase 2 por minuto.

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O número de infrações de trânsito em Mato Grosso do Sul atingiu 1.024.477 registros em 2025, representando um aumento de 27,7% em relação ao ano anterior. Campo Grande concentrou 40% das ocorrências, seguida por Dourados com 20% e Ponta Porã com 18%. As infrações médias lideraram as estatísticas com 377.081 casos, seguidas pelas gravíssimas com 238.258 registros. Os radares foram os principais instrumentos de fiscalização, responsáveis por 357.023 autuações. Os meses de outubro e novembro registraram os maiores volumes de infrações no ano.

Do total registrado em 2025, 40% ocorreram em Campo Grande, 20% em Dourados e 18% em Ponta Porã, indicando forte concentração nas maiores cidades do Estado. Em termos práticos, quatro em cada dez multas ficaram na Capital, o que ajuda a explicar o peso urbano nas estatísticas.

A distribuição por gravidade mostra predominância de infrações de maior risco. O painel aponta 377.081 infrações médias, 238.258 gravíssimas, 199.353 graves, 18.867 leves e 169.562 não classificadas.

Nas infrações médias, as mais comuns envolvem comportamentos rotineiros, como estacionar em local proibido, deixar de usar o cinto de segurança, dirigir falando ao celular, parar sobre faixa de pedestres e trafegar com farol apagado onde o uso é obrigatório.

Entre as gravíssimas, aparecem práticas diretamente ligadas ao risco de acidentes graves, como excesso de velocidade acima de 50% do limite permitido, avanço de sinal vermelho, dirigir sob efeito de álcool, recusa ao teste do bafômetro, ultrapassagens em locais proibidos e condução de motocicleta sem capacete.

As infrações graves incluem situações como excesso de velocidade até 50% acima do permitido, ultrapassagem em faixa contínua, dirigir sem habilitação, transportar crianças sem o dispositivo de segurança e desobedecer ordens de agentes de trânsito.

Já as infrações leves, que tiveram o menor volume no ano, envolvem comportamentos como estacionar afastado da guia, uso indevido da buzina, parar o veículo sobre a calçada por curto período e trafegar lentamente sem justificativa, quando não há risco imediato, mas há descumprimento das regras.

Quando o recorte é pelo tipo de fiscalização, os radares lideram, com 357.023 autuações, seguidos pelo talonário eletrônico, com 294.247, infrações urbanas, com 150.780, lombadas eletrônicas, com 136.270, e equipamentos mistos, com 55.806. Também neste ponto, a soma por tipo fica abaixo do total anual informado, reforçando a necessidade de maior clareza metodológica por parte do órgão.

Ao longo do ano, outubro e novembro concentraram os maiores volumes, com 107.997 registros em outubro e novembro acima de 118 mil autuações. Dezembro aparece com 50.284, o menor número do ano.