Mesmo preso em MS, Marcinho VP é alvo de operação contra lavagem de dinheiro
Polícia Civil do Rio cumpre mandados e aponta que líder mantém influência na facção de dentro da prisão

Preso na Penitenciária Federal de Campo Grande desde janeiro de 2024, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, voltou a ser alvo de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (29), agentes deram início a mais uma fase da Operação Contenção, que apura a expansão territorial do CV (Comando Vermelho) e um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção.
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nova fase da Operação Contenção contra Marcinho VP, preso desde 2024, investigando lavagem de dinheiro e expansão do Comando Vermelho. Foram expedidos 12 mandados de prisão, incluindo contra o rapper Oruam, filho do traficante, e familiares apontados como participantes do esquema financeiro. Segundo a delegada responsável, Marcinho VP segue influenciando a facção mesmo detido.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital. Até a última atualização, um homem havia sido preso. Entre os alvos estão integrantes da cúpula do grupo, incluindo Marcinho VP, além de familiares apontados como participantes do esquema financeiro.
A investigação indica que, mesmo detido em Mato Grosso do Sul, Marcinho VP continua exercendo influência na estrutura da organização. Segundo a delegada Iasminy Vergetti, em entrevista ao G1 Rio de Janeiro, ele atua na captação de recursos do tráfico, que seriam administrados por familiares por meio de empresas e imóveis para ocultação de origem ilícita.
Entre os procurados estão o rapper Oruam, filho de Marcinho VP, a empresária Márcia Gama, mãe do artista, e o irmão dele, Lucca Nepomuceno. Oruam já era considerado foragido desde fevereiro, após descumprir medidas judiciais no processo em que responde por tentativa de homicídio. Márcia havia sido alvo de prisão em março, mas não foi localizada na ocasião. Posteriormente, ela obteve habeas corpus e deixou de ser considerada foragida.
As investigações, que duraram cerca de um ano, se basearam na análise de dispositivos eletrônicos apreendidos e no cruzamento de dados financeiros. A polícia identificou um sistema de movimentação de dinheiro do tráfico por meio de contas de terceiros, pagamento de despesas e aquisição de bens para ocultação patrimonial.
Também foram identificadas conversas entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho, e um miliciano. Para a polícia, os diálogos reforçam a posição de liderança de Marcinho VP na facção, mesmo após anos de prisão.
As defesas dos investigados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos. O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, que representa Oruam, disse desconhecer o novo pedido de prisão. Já o advogado Flávio Fernandes, que atua na defesa de Márcia Gama, informou que busca mais informações sobre a operação.
Em março deste ano, outra operação da Polícia Civil do Rio já havia apontado que Marcinho VP se posicionou contra uma possível trégua entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, negociação que teria sido discutida no início de 2025. Mesmo preso, segundo a investigação, ele continuaria influenciando decisões da facção por meio de intermediários.
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