Polícia investiga possível troca de mensagens entre desaparecida e familiares
Jovem desapareceu em 15 de abril; instituição onde trabalhava registrou boletim de desvio de R$ 40 mil
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a possível troca de mensagens entre a campo-grandense Karyn Lima Souza e Silva, de 24 anos, e familiares após o desaparecimento e o suposto desvio de valores de uma instituição de ensino em São José (SC). Conforme informações enviadas ao Campo Grande News, há indícios de que ela enviou mensagens afirmando que estava bem, após o registro das ocorrências de desaparecimento e estelionato.
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Ainda conforme a Polícia Civil, o caso é investigado paralelamente pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas e pela 3ª Delegacia de Polícia de São José, onde as ocorrências foram registradas. Karyn sumiu no município de São José (SC), a cerca de 1.265 quilômetros de Campo Grande, no último dia 15.
No dia 15, por volta das 9h, Karyn informou ao marido que estava com dor de dente e que iria passar por atendimento médico. Pouco tempo depois, a instituição onde trabalhava tentou contato com a jovem, mas o celular estava desligado. Na data, familiares registraram boletim de ocorrência de desaparecimento, já que ela não retornou para casa nem foi ao dentista.
No dia seguinte, a escola particular onde a jovem trabalhava registrou boletim de ocorrência de estelionato envolvendo Karyn. Conforme o relato da instituição, a jovem, em vez de fornecer a chave Pix da escola aos pais e responsáveis pelos alunos, fornecia a própria chave. O prejuízo foi estimado em quase R$ 40 mil.
Ao portal ND+, de Santa Catarina, o marido da jovem afirmou que ela estava lutando contra o vício em jogos de azar, como o “Tigrinho”. A mãe dela está em Santa Catarina para ajudar nas buscas.
O Campo Grande News tentou contato com a mãe de Karyn na sexta-feira (17), após receber a informação sobre o desaparecimento. Ela relatou que estava a caminho de Florianópolis (SC). “Ela não foi encontrada ainda, ninguém sabe o paradeiro dela. [...] Só que são tantos comentários saindo nas reportagens, estão discriminando, julgando, falando muitas coisas”, disse.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que as diligências sobre o desaparecimento da jovem seguem em andamento “para verificar a veracidade das informações e confirmar se há, de fato, uma situação de desaparecimento. Até o momento, há indícios de que a própria mulher tenha mantido contato com familiares por meio de mensagens, afirmando estar bem, circunstância que ainda está sendo analisada”, diz o texto enviado à reportagem.
Em outro trecho, o órgão afirma que instaurou procedimento para investigar a situação registrada pela instituição de ensino, que relata possível fraude envolvendo o desvio de valores.
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