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Cidades

Prosseguir traz "risco máximo" de contrair covid só em Sidrolândia

Mapa orienta as medidas restritivas que devem ser adotadas a partir da próxima semana

Por Marta Ferreira | 30/03/2021 16:44
Morador de Sidrolândia é vacinado dentro do carro. (Foto: Divulgação)
Morador de Sidrolândia é vacinado dentro do carro. (Foto: Divulgação)

Campo Grande, Costa Rica, Bela Vista e Aral Moreira devem sair da bandeira cinza, indicadora do mais alto risco de contágio pelo novo coronavírus. Por outro lado, deve entrar para esse status Sidrolândia, cidade de 46 mil habitantes vizinha à Capital, que já teve 76 mortos pela doença e está com superlotação nos leitos de cuidados intensivos.

 Esse é o dado atual levantado pelo Campo Grande News, conforme os critérios do Prosseguir, programa de monitoramento da pandemia, com orientações para os gestores sobre como lidar com a situação. São essas informações que vão basear a decisão do governo de Mato Grosso do Sul sobre a continuidade, ou não, das medidas restritivas impostas na semana passada, por causa da explosão da doença.

 Cidades na bandeira cinza tem orientação para manter apenas serviços essenciais em funcionamento. Sidrolândia, que vai aparecer nessa condição, teve 54 novos casos de covid-19 registrados ontem e tem mais de 500 pessoas isoladas, além de outras 150 aguardando exame para detectar a presença do vírus.

Há apenas 10 leitos para tratar doentes graves, metades deles de cuidados semi-intensivos. Todos estão ocupados e uma pessoa em leito inadequado, conforme o boletim desta segunda-feira.

Na mapa válido até esta quarta-feira (31), Sidrolândia está em bandeira vermelha, quando é recomendado manter só atividades essenciais e as não essenciais de baixo risco.

Situação caótica - Em todo o Estado, a covid matou 53 pessoas nas últimas 24 horas, conforme divulgado hoje cedo.  Considerando as semanas epidemiológicas, a de número 12, que termina no sábado, é até agora a mais letal desde a primeira morte por covid-19 no Estado.

Diante desse aumento, já verificado na semana anterior, que também foi recorde negativo, o governo adotou toque de recolher das 20h às 5h durante a semana e das 16h às 5h no fim de semana, além de restringir a possibilidade de abertura ao comércio de itens considerados essenciais, como medicamentos e alimentação.

O decreto vence no dia 4 de de abril, domingo de Páscoa. Antes disso, amanhã, está previsto que o governo do Estado divulgue as regras para os próximos dias.

Expectativa – Em reunião por videoconferência nesta tarde, com os secretários Jaime Verruck (Produção e Desenvolvimento), e Sérgio Murilo (Governo e Gestão Estragética), o pedido apresentado foi de flexibilizar principalmente em relação à abertura do comércio. O setor reclama dos prejuízos acumulados com a pandemia e a consequente queda no faturamento.

A reportagem levantou que em relação ao horário limite para o toque de recolher, o pedido feito pelos representantes da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) foi de que seja às 21h, ou seja, uma hora a mais para as pessoas poderem estar em ambientes públicos.

Em Campo Grande, também está prevista para essa quarta-feira a divulgação de como vai ser o funcionamento da cidade depois que o atual decreto estatual parar de vigorar.

 A tendência já anunciada pelo prefeito Marquinhos Trad é permitir reabertura de parte do comércio, das escolas, das academias de ginástica, a depender da decisão em âmbito estadual.

Quanto ao toque de recolher, o prefeito afirma não poder adiantar um horário. “Vou ouvir os técnicos”.

Para a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), a proibição de sair às ruas deve ser instituída no máximo depois da zero hora, como defente o presidente, Adelaido Vila.

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