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Cidades

Provas de seleção estadual e do CNU coincidem e geram reclamações

Professores dizem que terão de escolher entre vaga federal e vínculo temporário no Estado

Por Gustavo Bonotto e Kamila Alcântara | 18/11/2025 21:53
Provas de seleção estadual e do CNU coincidem e geram reclamações
Professores em frente a um dos locais de aplicação do CNU, em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)

Marcada para o dia 7 de dezembro, a prova do processo seletivo da SED (Secretaria Estadual de Educação) ocorrerá no mesmo dia da segunda fase do CNU (Concurso Nacional Unificado), destacam professores que se preparam para os dois certames. A coincidência de datas veio à tona após a publicação do edital estadual, que criou um banco de reserva para contratações temporárias em 2025.

RESUMO

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A coincidência entre as datas das provas do processo seletivo da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul e a segunda fase do Concurso Nacional Unificado, ambas marcadas para 7 de dezembro, tem gerado protestos entre professores. O edital estadual, que visa criar banco de reserva para contratações temporárias em 2025, força os candidatos a escolherem entre os certames.A deputada estadual Gleice Jane criticou a situação e pediu revisão do calendário. Ela também questionou aspectos do edital estadual, como a remuneração máxima de R$ 7.512 para 40 horas e os custos extras para candidatos com deficiência auditiva. A Secretaria de Educação informou que analisa a situação através de seu setor jurídico.

A sobreposição obrigará candidatos a optar entre a seleção estadual e a continuidade no concurso federal.

O professor João Maia enviou mensagem ao Campo Grande News e afirmou que docentes estudaram por meses para avançar na etapa discursiva do "Enem dos Concursos". Ele disse que os profissionais “terão de escolher entre manter o vínculo precário com a Secretaria de Educação e tentar realizar o sonho de trabalhar na esfera federal”. Ele declarou que a situação coloca a categoria diante de “uma escolha cruel entre o pão e o sonho”.

No Legislativo, a deputada estadual Gleice Jane (PT), que também é professora da rede, divulgou nota em que critica a data da prova e pede revisão do calendário da SED.

Em nota à imprensa, ela afirmou que o edital estadual serve apenas para formar um banco de reserva e destacou que a rede estadual não realiza concurso efetivo há quase quatro anos. "A coincidência prejudica candidatos que visam à estabilidade e que buscam disputar cargos federais", afirmou Jane.

A parlamentar apontou ainda que o edital estadual prevê remuneração máxima de R$ 7.512 para jornada de 40 horas e comparou o valor ao concurso de 2022, que oferecia R$ 4.190,82 para 20 horas. Ela ainda destacou que o salário deveria acompanhar a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor e disse que o pagamento ao professor temporário considera somente as horas de aula.

A deputada também citou a taxa de R$ 70 para inscrição e a exigência de exame audiométrico recente para candidatos com deficiência auditiva. Ela afirmou que o custo do exame varia entre R$ 100 e R$ 300 e disse que a exigência aumenta as despesas de quem disputa vagas temporárias.

O outro lado - Por telefone, a Secretaria Estadual de Educação informou que a resposta sobre o conflito de datas depende de parecer do setor jurídico, que recebeu as reclamações e agora analisa os próximos passos do certame.

Questionada sobre as declarações da deputada estadual, a assessoria de comunicação da SED afirmou que não possui o número de vagas disponíveis porque a definição depende da lotação dos professores efetivos. A pasta explicou que esses dados só estarão fechados após matrículas e distribuição das turmas em janeiro.

O Campo Grande News aguarda novo posicionamento oficial da Secretaria de Educação sobre o pedido de revisão da data. O espaço segue aberto para novas declarações.

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