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Cidades

Secretaria de Saúde cobrará lista com nome de vacinados para evitar “fura filas”

Secretaria Estadual de Saúde pediu que as 79 cidades de MS enviem a lista com nome de todos que receberam dose da coronavac

Por Ana Paula Chuva | 22/01/2021 15:23
Vacina sendo preparada para aplicação. (Foto: Henrique Kawaminami)
Vacina sendo preparada para aplicação. (Foto: Henrique Kawaminami)

Para evitar os “fura filas” a SES (Secretaria Estadual de Saúde) pediu que os prefeitos das 79 cidades de Mato Grosso do Sul enviem lista com nome de todos os vacinados contra covid-19. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) inclusive já está investigando o prefeito de Nioaque, Valdir Couto Junior, 37 anos, por ter sido imunizado na terça-feira (19).

Vale lembrar que nesta primeira fase devem ser imunizados idosos com mais de 60 anos que morem em asilos, indígenas em aldeias na área rural e trabalhadores da área da saúde que atuam na linha de frente contra a covid-19.

O titular da pasta, Geraldo Resende, lembrou que os municípios devem seguir as determinações do Ministério da Saúde para a imunização.

 “Eu dei um exemplo ao não ser vacinado. Eu poderia, por estar na linha de frente, por ser médico e ter comorbidades. Mas preferi mostrar à população que é importante respeitar a fila nesse momento”, disse.

Por essa razão, a secretaria solicitou que as cidades enviem a lista com nome de todas as pessoas imunizadas e pediu ainda que o Ministério Público acompanhe a aplicação das vacinas impedindo que pessoas não pertencentes aos grupos prioritários recebam as doses.

Nioaque – Uma foto postada em rede social acabou virando investigação no Ministério Público. Na imagem, o prefeito Valdir Couto Júnior, está recebendo a vacina coronavac.

O caso agora é investigado para saber se o prefeito cometeu ato de improbidade, por isso um ofício foi enviado à Secretaria de Saúde de Nioaque pedindo explicações sobre o fato.

Em nota Valdir, que é odontólogo, alegou que recebeu o imunizante a pedido dos caciques da comunidade indígena e de técnicos da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena).

“Com objetivo de incentivar a vacinação no povoado, que estava resistente à imunização, e mostrar que a vacina não oferece riscos de saúde”, diz o texto.

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