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Cidades

Sejusp estuda escalas extras e suspensão de férias para fiscalizar covid

Já o chefe do MP frisa que ritmo de contaminações é menor, mas demanda por UTIs triplicou

Por Nyelder Rodrigues e Ana Paula Chuva | 11/03/2021 19:27
Antonio Carlos Videira, secretário estadual de Segurança, em fala durante a coletiva no MPMS (Foto: Kisie Ainoã)
Antonio Carlos Videira, secretário estadual de Segurança, em fala durante a coletiva no MPMS (Foto: Kisie Ainoã)

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) já deu aval para que férias sejam suspensas e escalas extras possam ser criadas nas forças estaduais de segurança para que a fiscalização do toque de recolher e demais medidas para conter a covid-19 em Mato Grosso do Sul sejam cumpridas pela população

Quem revela tal situação é o chefe da pasta, Antônio Carlos Videira, que participou ao lado do prefeito Marquinhos Trad (PSD) e do do procurador-geral do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Alexandre Magno, se coletiva nesta quinta (11).

"Vamos empregar todo o efetivo existente e necessário. Escalas extras e suspensão de férias podem acontecer se necessário, para que possamos de fato apoiar os municípios nessa fiscalização das medidas decretadas", explica Videira.

Ontem (10), Marquinhos já havia anunciado que um efetivo de mais de 1 mil guardas municipais, agentes da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e agentes de trânsito seriam empregados na fiscalização em Campo Grande, divididos em equipes que atuaram em turnos com aproximadamente 300 pessoas.

"Não queremos por o Choque [Batalhão de Polícia Militar de Choque] para acontecer um confronto. Vamos trabalhar com muita prevenção. Se identificarmos que um município tem mais necessidade, vamos levar efetivo de qualquer lugar para lá, de cidade que esteja com menos risco", completa Videira sobre sua fala inicial.

Endurecimento - A promessa de maior rigor na fiscalização é fruto de uma cobrança do MP. Segundo Alexandre Magno, se nenhuma atitude fosse tomada, Mato Grosso do Sul caminharia para repetir crises semelhantes a de Manaus.

Na capital amazonense, a nova variante P1 - já identificada em Mato Grosso do Sul - foi a causadora de uma crise que fez, inclusive, com que faltasse oxigênio nos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da cidade.

"Estamos vivenciando sobre a análise dos leitos de UTI. Então, todas as decisões são para gerar um reflexo imediato e de longa data", frisa Magno, completando ainda que "os números mostram a covid em expansão, havendo menor contaminação, mas uma demanda por leitos de UTI chegando a ser o triplo do que ocorreu em agosto.

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