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Cidades

Teste de DNA revela que preso em São Paulo estuprou mulher no interior em MS

A identificação foi feita através de uma rede integrada que compara perfis genéticos de presos em todo o país

Por Adriano Fernandes | 08/07/2020 19:45

Mesmo preso no Estado de São Paulo, um homem foi identificado como o autor do estupro de mulher ocorrido ainda no ano de 2011, em uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul. A identificação foi feita através da RIBPG (Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos) que mantem o banco de dados com os perfis genéticos de presos condenados em todo o país.

Durante o cruzamento de informações realizado pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, acusou positivo o perfil genético já analisado pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forense de Mato Grosso do Sul.

A partir da confirmação, um comunicado foi enviado ao Instituto que já notificou a Polícia Civil sobre o crime e para a tomadas das devidas providências. A identidade do detento e mais detalhes sobre o caso não foram divulgados.

Banco de dados 

O Banco Nacional de Perfis Genético é abastecido com o material genético coletado de vestígios de locais de crimes, de ossadas e de condenados em diversos estados do país.

Segundo a diretora do Instituto de Análises Forenses, perita criminal Josemirtes Socorro Fonseca Prado da Silva, o Banco de Perfis Genético de Mato Grosso do Sul conta atualmente com 1.810 perfis cadastrados sendo: 250 de vestígios de crime, incluindo sexuais; 92 de restos mortais e mais 1.468 de condenados por crimes hediondos e de violência sexual.

“Para este ano, a previsão era colhermos material genético de 1,5 mil presos, mas devido a pandemia o serviço foi suspenso. Ainda assim, foram recolhidos 29 perfis dos presos do novo Presídio da Gameleira em Campo Grande”.

Josemirtes ainda explica que o perfil genético serve como mais uma ferramenta na investigação policial no sentido de determinar com precisão a autoria de um crime. “Se algum detento sai do sistema prisional e comete um novo crime e deixa vestígios biológicos compatíveis com o banco de dados, ele vai ser identificado”, completa.

Ainda segundo Josemirtes, recentemente um evadido do sistema prisional de Mato Grosso do Sul, que cumpria pena pelo crime de estupro, foi preso no Maranhão pelo mesmo delito e teve seu material genético inserido no sistema pela polícia científica daquele Estado. Ao ser feito o confronto dos dados o Instituto constatou que o evadido já estava preso novamente

A coleta consiste na extração da mucosa bucal, por meio da suabe (material absorvente preso a uma haste) que é passado na boca para retirada da saliva.

A ação é realizada por meio de uma solicitação da Senasp, em cumprimento a lei que torna obrigatória a coleta de material biológico de condenados da Justiça por crimes hediondos e/ou de violência sexuais, para que seja inserido em um banco de dados nacional.

Em Mato Grosso do Sul o trabalho conjunto é realizado pela Coordenadoria-Geral de Perícias, por meio do IALF, e tem o apoio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).