Violência contra idosos em MS supera média nacional em quase quatro vezes
Mesmo com queda nos homicídios, Estado concentra alto índice de agressões não letais
Apesar da queda nos homicídios, Mato Grosso do Sul apresenta um cenário preocupante quando o assunto é violência contra idosos. Dados do Atlas da Violência, com números de 2014 a 2024, mostram que o Estado lidera o ranking nacional na taxa de notificações desse tipo de ocorrência, evidenciando a dimensão do problema.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de violência não letal contra idosos, com taxa de 310,5 notificações por 100 mil habitantes, quase quatro vezes acima da média brasileira de 86,6, segundo o Atlas da Violência. Apesar de registrar queda de 40,7% nos homicídios de idosos entre 2014 e 2024, o Estado preocupa nas agressões não letais, com 1.191 casos registrados em 2024.
Conforme o relatório divulgado nesta terça-feira (26), no cenário nacional, os dados indicam redução consistente nas mortes violentas. Entre homens negros idosos, a taxa de homicídios caiu de 22,3 por 100 mil habitantes, em 2014, para 14,5 em 2024, uma diminuição de 35%.
Entre homens não negros, a queda foi ainda maior, de 45,4%, passando de 15,2 para 8,3 por 100 mil. Já entre as mulheres, os índices seguem bem menores: 1,9 por 100 mil entre negras e 1,4 entre não negras, também com reduções no período.
Mato Grosso do Sul está entre os estados com menor número de homicídios de idosos. O Estado aparece na 20ª colocação, com 39 casos registrados em 2024. A redução foi de 7,3% em relação a 2023 e chega a 40,7% no comparativo entre 2014 e 2024.
Apesar desse recuo, o Brasil enfrenta avanço expressivo da violência não letal. As notificações de agressões contra idosos no sistema de saúde cresceram 226,3% no período analisado. Apenas em 2024, foram 30.097 registros, o equivalente a 88,4 casos por 100 mil habitantes.
É nesse contexto que Mato Grosso do Sul se destaca negativamente. O Estado lidera o ranking nacional, com taxa de 310,5 notificações por 100 mil habitantes, quase quatro vezes acima da média brasileira, de 86,6. Na sequência aparecem Tocantins (202,5), Paraná (172,4), Espírito Santo (159,9) e Pernambuco (151,4), completando os cinco maiores índices.
Quando considerado o número absoluto de casos, Mato Grosso do Sul ocupa a 10ª posição, com 1.191 registros em 2024. À frente estão estados mais populosos, como São Paulo (7.328), Paraná (3.418), Rio de Janeiro (3.267), Minas Gerais (2.674), Pernambuco (2.152), Rio Grande do Sul (1.982) e Ceará (1.431).
O Estado também aparece entre os destaques no ranking de internações de idosos por agressão. No recorte masculino, MS é o quarto com a maior taxa, atrás de Amapá (28,3), Rio Grande do Norte (39,9) e Pará (59,7). A média nacional é de 15,9.
Entre as mulheres, o índice estadual é de 2,4, abaixo da média nacional, de 5,1, o que coloca Mato Grosso do Sul na 10ª posição. O pior resultado é do Rio Grande do Norte, com taxa de 48,7.
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