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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

13/01/2017 16:51

“Ela levou minha filha para morte”, diz mãe sobre amiga que ajudou em aborto

Mãe quer que amiga que ajudou em aborto de jovem também vá para cadeia

Luana Rodrigues
Aline tinha 26 anos e era mãe de dois filhos.  (Foto: Reprodução/Facebook)Aline tinha 26 anos e era mãe de dois filhos. (Foto: Reprodução/Facebook)

A prisão de um técnico de enfermagem de 42 anos, que teria sido responsável pelo aborto malsucedido que culminou na morte de Aline dos Reis Franco, 26 anos, trouxe alívio, mas não sossego para a mãe da jovem, Helemary Reis, 52 anos.

A mulher quer que a amiga de Aline, Simone Penha, que teria levado a moça até o responsável pelo aborto, também vá para a cadeia.

“Ela ajudou a encaminhar minha filha para a morte, ela tem que pagar pelo erro, minha filha pagou com a vida, então ela também tem que ser responsabilizada”, considera a mãe.

Conforme a polícia, a amiga de Aline também será indiciado por aborto com homicídio qualificado. Mas, como ela colaborou com as investigações passando telefones e ajudando a identificar o que viria a se tornar o seu comparsa, vai ter a prisão pedida somente após a conclusão do inquérito.

Em seu depoimento, a amiga disse que o acusado se apresentou na verdade como médico e após Aline começar a passar mal pelo efeito dos medicamentos, ligou para familiares dela mantendo a versão mentirosa de que estava na verdade prestando socorro.

 “Acho pouco, porque ela tem que pagar. A Justiça tem que ser feita, porque minha filha não volta. O que ficou são só meus dois netos órfãos”, diz a mãe.

Aline deixou dois filhos, uma menina de 11 anos e um garoto de 6. Os dois estão morando com os pais, no entanto, acabaram separados, já que o pai da menina mora em Água Clara, e o do menino em Campo Grande.

“Além da tristeza de perder a mãe, ele ainda tem que viver separados. É muito triste, muito revoltante”, lamenta.

Caso –  Mãe de dois filhos e grávida de dois meses, Aline começou a sofrer hemorragia intensa após tomar um medicamento abortivo de venda proibida no Brasil, mas de livre acesso no Paraguai, no dia 6 de dezembro do ano passado, em Proto Murtinho - município distante cerca de 431 quilômetros de Campo Grande.

A vítima só foi levada a um hospital após cair e bater a cabeça, complicando sua situação médica. Uma ambulância tentou lhe socorrer à capital, mas ela morreu em Jardim (a 233 km de Campo Grande).

Foi um técnico de enfermagem que deu o medicamento à jovem. Ele mantinha um esquema de realizações desse tipo de procedimento irregular e faturava até R$ 800 por cliente.

Segundo a polícia, o acusado desviava medicamentos e material de enfermagem do hospital onde trabalhava para realizar os procedimentos. Investigadores levantavam até esta manhã através de uma busca na casa dele indícios de mais abortos realizados.

Essa é a segunda vez que o enfermeiro é preso por suspeita de envolvimento em abortos ilegais em Porto Murtinho. Em outubro de 2010, ele foi preso em flagrante por vender medicamento abortivo para uma mulher de 20 anos, que também passou mal, mas sobreviveu ao procedimento.

A polícia espera pelos laudos definitivos, como a autópsia, para concluir o inquérito. Também vai ouvir mais algumas testemunhas, como familiares de Aline.



Até entendo o ressentimento dessa mãe que perdeu uma filha, mas os acusados não estão nessa sozinhos, pois tenho certeza que ninguém obrigou a Aline a fazer o aborto contra sua vontade. Se eles estão envolvidos nessa história é porque foram procurados pela moça que queria sim, realizar um aborto, o que é considerado crime no nosso país. Depois de dois filhos, um de cada pai, será que ela ainda não tinha aprendido como fazer para evitar gravidez indesejada? Agora, quem vai sofrer as consequências são os filhos, crianças ainda, e os dois otários que tentaram "ajudar"...
 
Mariana Carvalho em 14/01/2017 00:00:05
não educa a filha, não ensina a usar camisinha, acaba tento 500 filhos de pais diferentes e quer por a culpa na amiga........
 
Drago em 13/01/2017 19:21:12
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