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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

01/10/2013 18:44

Ambulantes até da Paraíba lotam e dividem ruas e terminais na Capital

Zana Zaidan
Nos terminais de ônibus, ambulantes vendem de tudo, livremente (Foto: Marcos Ermínio)Nos terminais de ônibus, ambulantes vendem de tudo, livremente (Foto: Marcos Ermínio)

A permanência de vendedores ambulantes virou farra nas ruas e terminais de ônibus de Campo Grande. O comércio de qualquer produto por ambulantes em locais públicos é proibido, conforme a legislação municipal, mas os vendedores aproveitam a brecha na fiscalização e lotam calçadas e corredores dos terminais de ônibus com a venda de salgados, DVD piratas, bebidas, pamonhas, brinquedos e até produtos eletrônicos.

Os corredores do terminal General Osório, na saída para Cuiabá, por exemplo, viraram um pequeno camelódromo. Barracas improvisadas vendem de tudo, desde salgados e bebidas, passando por pamonha, brinquedos e eletrônicos. 

As placas que informam a proibição, fixadas nas paredes do terminal, parecem não intimidar os vendedores que, inclusive, trabalham com aval dos fiscais da Agetran e de forma bastante organizada. “Chego só depois do meio-dia, foi o que combinei com um camarada que fica na parte da manhã”, conta Eduardo Costa Oliveira, 39 anos, que há um ano vende salgados no terminal.

Segundo o ambulante, o negócio é lucrativo e, diariamente, acaba até mesmo antes do previsto. “Trago 200 salgados e calculo que vou sair às 20 horas, mas, chega no final da tarde, já acabou tudo e volto pra casa”, comemora.

O ambulante Eduardo Oliveira sabe da proibição, mas aguarda posição da prefeitura, que prometeu regulamentar os vendedores (Foto: Marcos Ermínio)O ambulante Eduardo Oliveira sabe da proibição, mas aguarda posição da prefeitura, que prometeu regulamentar os vendedores (Foto: Marcos Ermínio)

Um dos fiscais da Agetran - responsável pela fiscalização nos terminais da Capital – disse à reportagem que o órgão tinha uma equipe específica para a questão da permanência de ambulantes que, agora não aparece mais. “Até o ano passado uma equipe de quatro ou cinco fiscais passava eventualmente pelo terminal, acompanhados da Polícia Militar, principalmente, quando tinha denúncia de ambulante aqui dentro. Agora, de um ano pra cá, mais ou menos, parou. Não se foi alguma mudança, troca de pessoal”, disse o fiscal atua há 20 anos no órgão, e preferiu não se identificar.

A vendedora Jaquelina Ramão, 28 anos, conta que o marido está no ramo do comércio ambulante há oito anos, e há oito meses, começou a vender brinquedos e filmes piratas no terminal. “Meu marido já perdeu muita coisa, mas, agora, parece que a prefeitura está empurrando com a barriga essa questão dos ambulantes e por aqui fica tranquilo. No terminal, o fluxo de gente é maior e não tem fiscalização, como no centro da cidade”, acredita.

Concorrência desleal – A lanchonete do terminal, que passou por processo de licitação para conquistar o espaço, paga impostos e taxas de manutenção, como aluguel, água e luz, sofre com a concorrência desleal, já que os ambulantes não precisam seguir nenhuma regra.

No quiosque do General Osório, o salgado sai por R$ 2,50 e o café por R$ 1, enquanto, na mão dos ambulantes, com R$ 1,50 os passageiros comem e tomam o cafezinho. “É mais fácil comprar deles porque não corro o risco de perder o ônibus, tá na mão”, comentou a aposentada Guiomar de Lima, 66 anos.

Questionada sobre a qualidade do produto, a aposentada admitiu que o risco é maior na mão dos ambulantes, mas prefere ter a garantia de que não vai perder o ônibus. “Sei que se amanhã eu passar mal, não vou ter com quem reclamar, mesmo porque o cara que me vendeu pode nem estar aqui”, ponderou.

Sem Guarda Municipal – No centro da cidade, onde o impasse fiscalização x ambulantes se estende por anos, a fiscalização também está mais branda.

Há 19 anos nas ruas, um dos ambulantes conta que até gente de fora vem para Campo Grande para trabalhar com o comércio nas ruas. A proximidade com o Paraguai facilita a compra das mercadorias, somada a falta de fiscais. “Agora está mais de boa para trabalhar. Antigamente era demais, toda hora tinha que sair correndo. Graças a Deus eles pararam de passar, quem consegue trabalhar assim?”.

 

Há 19 anos nas ruas, o vendedor nota que a fiscalização diminuiu e trabalho está mais tranquilo (Foto: Marcos Ermínio)Há 19 anos nas ruas, o vendedor nota que a fiscalização diminuiu e trabalho está mais tranquilo (Foto: Marcos Ermínio)

O vendedor, de 43 anos, conta que a coisa está tão boa que um agenciador traz gente de outros Estados para passar uma temporada na Capital. “Estamos aqui há 20 dias, e ainda não sei quando vamos embora. Aqui dá para ficar de boa, porque sei que o rapa passa só daquela avenida para baixo”, disse um ambulante que se identificou como Francisco Rodrigues, e veio da cidade de São Bento, na Paraíba, apontando para a Afonso Pena.

A Guarda Municipal, que antes acompanhava a equipe da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), responsável pela fiscalização, não faz mais o trabalho. “Dava uma intimidada porque sabemos que os fiscais não podem nos revistar, por exemplo, e disseram por aí que agora eles teriam esse poder. Já faz um tempo que eles não aparecem”, disse outro vendedor.

Um dos fiscais da Semadur que estava no centro da cidade confirmou que a Guarda não acompanhava o trabalho, mas limitou-se a dizer que “estavam resolvendo uns problemas”. 

Amanhã, às 19 horas, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal, quando os 90 vendedores ambulantes que fazem parte da associação que os representa vão cobrar a regulamentação da profissão. 

Mini camelódromo nos terminais: de brinquedos a DVDs piratas (Foto: Marcos Ermínio)Mini camelódromo nos terminais: de brinquedos a DVDs piratas (Foto: Marcos Ermínio)
A lanchonete do General Osório fica às moscas com tanta concorrência (Foto: Marcos Ermínio)A lanchonete do General Osório fica às moscas com tanta concorrência (Foto: Marcos Ermínio)
Câmara faz audiência amanhã para discutir trabalho dos ambulantes
A Câmara Municipal de Campo Grande sedia audiência pública, amanhã, para debater sobre a profissão de vendedor ambulante. A reunião será às 19h, no p...
Guardas municipais e vendedores ambulantes brigam; veja o vídeo
A troca de agressões entre guardas municipais a vendedores ambulantes em uma operação contra o comércio ilegal no Centro foi filmada e enviada ao Cam...
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eu sou motorista de onibus saio de casa as 3 da madrugada,moro em barra de guaratiba todos os dia eu tomava aquele cafezinho no terminal alvorada por 1 real otimo preço por o pessoal dos quiosque vendiam milhares de cafe, mas agora a rio onibus colocou uma lanchonete la dentro que cobra 3 reais um cafe,4 reais um pao na chapa ,isto e um abuso de preço pois as pessoas que passam pelo terminal sao pessoais humildes e a maioria e motorista de onibus ,nos sabemos que a rio onibus nao gosta de motorista de onibus e po isso que tiraram os quiosque que cobrava os preços justo,nao e possivel nos rodoviarios nao temos como pagar este ouro negro . peço o responsavel pela lanchonete que pelo menos barateio o preço do nosso cafe de cada dia. aqui fica resgistrado pela minha reclamaçao .
 
jorge luiz marsal em 20/10/2013 16:12:16
concordo que as lanchonetes pagam impostos e os direitos dos funcionarios mas fala serio os salgados dessas lanchonetes faz mal .muito oleo ;congelados um a dois dias antes de nos vender .pessima qualidade pra quem não sabem esses salgados saem a 0,80 centavos para a lanchonete e eles vendem a 2.50 aff é querer ganhar demais . num produto muito mas muito ruim e sobre limpeza aff acho que vcs nunca viram aonde ficam esses salgados e como são armazenados .trabalhei 5 anos numa lanchonete no terminal higiene 0000.conheço pessoas que vendem salgados no terminal que é tudo limpo e feito com muita qualidade.o problema é que os donos de lanchonet quer ganhar muito ou seja compra a 0,80 e vendem a 2,50 e o certo seria comprar a 1 real e vender a 2 reais e venderiam um salgado de otima qualidade
 
wagner braga em 03/10/2013 21:22:01
Ta mais caro comer no Terminal do que comer em Shopping. É um absurdo o preço e a qualidade dos produtos vendidos nas lanchonetes dos terminais. Eu apoio os ambulantes, pelo menos diversifica o comércio e é mais barato.
 
Geraldo Saldanha em 02/10/2013 11:30:43
Não tenho remuneração baixa e muito menos sou ambulante. E isto não é aproveitamento de brecha na lei, é necessidade mesmo. Isto é apenas um reflexo da realidade, custo de vida é muito caro e as remunerações salariais do comércio é muito baixa. Resumindo, ou o trabalhador passa por privações ou ele bola um ganho extra. Sou totalmente a favor do trabalhador.
 
Frank William em 02/10/2013 11:11:31
foram chegando, foram ficando e agora qdo. resolver tirar vai ser a maior briga, nada contra mas la não é lugar para vendas ja tem a lanchonete isso é falta de fiscalização alias os fiscais q ali estão não fiscalizam nada muito menos orientam as pessoas q passam por la e precisam de informação tendo que ser informado pelos motoristas do ônibus.
 
ronaldo aranda em 02/10/2013 10:59:15
É muito sério isso, alem de venderem produtos contrabandeados, ainda comercializam comida sem o devido acondicionamento.
Agora se vender coisas piratas como cd e dvd é crime como pode o poder publico não tomar providencias ?
E a vigilancia sanitaria ? Cade pra fiscalizar isso.
Fazem tanto barulho pra poder liberar um alvará pra um esbalecimento que é todo certinho, e pra esses ambulantes deixam passar ?
Todos precisam trabalhar e levar o sustento pra suas familias, só não poder ser assim 2 pesos e 2 medidas.
Tem que ser igual pra todos.
 
Lizeti Aparecida Zanineli em 02/10/2013 10:36:25
Na minha opinião isso acaba atrapalhando quem vai pegar ônibus nos terminais, principalmente em horários de pico! Já perdi muitos por causa desses ambulantes que ficam bem no meio do terminal, ocupando um espaço em que os passageiros podiam passar.
 
Rhayna Ratier em 02/10/2013 10:21:07
Concordo com você Antonio Silva, eles estão trabalhando honestamente, para sustentar seus filhos, ainda vem esses fiscais que pegam a mercadoria desses e ainda desfrutam dos produtos apreendidos...
 
Douglas Freitas em 02/10/2013 09:52:26
ACHO UM ABSURDO NAO TEM MAIS ESPAÇO DENTRO DOS TERMINAIS VIROU BAGUNÇA
 
MARIA LUIZA BARROS em 02/10/2013 09:12:45
A sociedade de um modo geral é contra esse tipo de comércio. Basta pesquisar que isso será comprovado e, se é contra as Leis, o poder público que agir. Caso contrário vai virando uma india, china ou coisa assim em nossas cidades.
 
Jorge Junior em 02/10/2013 08:51:09
Acho injusto com os comerciantes das lanchonetes que pagam impostos, e funcionários para atuarem nos terminais.
Sei que os ambulantes estão trabalhando, mas eles não deveriam estar ali, pois estão irregulares.
 
Elisa Helena Galvão em 02/10/2013 08:24:58
Querem trabalhar sem ter o ônus tributário! Eterno país terceiro mundista!
 
Frederico Lopes em 02/10/2013 07:21:20
Essa reportagem está um pouco equivocada, leia-se bebiba como sendo agua mineral, suco em garrafas industrializadas e refrigerantes, alem de café. Os salgados vendidos são recem produzido, ao contrario da lanchonete que é congelado e requentado. Esses vendedores querem trabalhar, tire-lhes o serviço e tera um invide maior de mendigos, os ''paraibas'' como são chamados vendem seus produtos no centro e passam pelo terminal para embarcar nos ônibus. São pessoas honestas e simples, não essa bandidagem que cobra caro nos centros e bares por ai.
 
andre Luiz em 02/10/2013 00:51:10
Depois o Bernal assumiu campo grande virou uma cidade sem lei.
 
Marcos Wild em 01/10/2013 23:07:41
Que isso, tem é muita muamba rolando nessas parada, só cabrito importado bobo zuado etc.....
 
Geraldo Maglo em 01/10/2013 23:03:27
Absurdo, alimentos mal acondicionados, sem origem confiável, e quem paga imposto, atende exigências sanitárias ficam reféns de um sistema corrompido.
 
suzi da costa em 01/10/2013 22:59:35
* trabalho no comercio de campo grande ha 18 anos , na minha opinião , eu acho que as pessoas tem o direito de trabalhar , não sou ambulante , mais eles sempre estão ali , são trabalhadores , são honestos , por outro lado , acho que os fiscais são muito ignorantes com eles , afinal estão ali trabalhando , outro fato , é o numero de delinquentes que ficam o dia todo nos incomodando como os usuários de drogas e bêbados que enchem o saco
 
antonio silva em 01/10/2013 21:47:10
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