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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

04/12/2013 09:01

Após 50 dias, ministro atende índios e demite coordenador da Sesai

Aline dos Santos
Nelson pediu para sair em reunião no dia 15 de outubro. (Foto: Marcos Ermínio)Nelson pediu para sair em reunião no dia 15 de outubro. (Foto: Marcos Ermínio)

Após 50 dias do pedido de demissão, o Ministério da Saúde exonerou Nelson Carmelo Olazar do cargo de coordenador do Dsei (Distrito de Saúde Indígena) em Mato Grosso do Sul. Assinada pelo ministro Alexandre Padilha, a portaria 2.938 foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

A exoneração, a pedido, foi o ápice de uma queda de braço entre os índios e Nelson Olazar. Segundo as denúncias, o Dsei é um órgão com orçamento em torno de R$ 50 milhões, mas com estrutura precária, que penaliza 75 mil índios em Mato Grosso do Sul.

O cenário de caos foi apresentado em 15 de outubro, durante reunião no MPF (Ministério Público Federal), em Campo Grande. No encontro, os índios exigiam a cabeça do coordenador.

Ao término da reunião, Nelson Olazar pediu para sair. Na ocasião, em sua defesa, declarou que não respondia a nenhum processo por denúncia sobre sua gestão. Ele estava no cargo há sete anos.

Anteriormente, os índios chegaram a ocupar o prédio do órgão federal na Capital por 21 dias em protesto à gestão do Dsei.



Realmente MPF, CGU, e Polícia Federal deveria procurar saber aonde está sendo aplicado o dinheiro público. Afinal contratação de recursos humanos, por meio de convênio com ONG é ilegal e imoral, terceirização da atividade fim do Estado, principalmente quando os contratados são indicados, tanto o nepostismo, quanto o nepostismo cruzado reina na saúde indígena, é por essas e outras que não é oferecido um atendimento de qualidade a quem realmente precisa. E há quem diga que é por amor a causa e não pelo bom salário que recebem, quanta hipocrisia. Que a lei seja pra todos.
 
Christiano Faria em 04/12/2013 16:24:13
E a vida continua. Espero que o próximo diretor tenha mais articulação com os indígenas, e entendam sua causa, porque não basta impor as ações e medidas sem lhes permitir o feedback. ne sr. Nelson.
 
Renato Patrese em 04/12/2013 13:02:47
A saida de Nelson, põe fim a um periodo de péssimo atendimento a saude dos indigenas no MS e quem reclamou foi aqueles que sentem na propria pele o problema, ainda mais sabendo que no órgao há um orçamento milionario para que os indios tenham um atendimento de primeiro mundo. Não se pode mais perder tempo, o novo coordenador em parceria com os indígenas devem rever todas as bases e polos no estados e levantar como foi gasto tanto dinheiro. Se em diárias ou na contratação de serviçais temporarios e sem qualificação para a area,Portanto, o clamor dos indios foi ouvido e atendido e numa só voz indicar seu proprio coordenador com capacidade de tirar o atraso
 
samuel gomes-sidrolandia em 04/12/2013 12:29:05
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