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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

06/12/2016 11:04

Boliviana cita perseguição e obtém em MS documento para ficar no Brasil

Aline dos Santos
Célia foi a Corumbá ontem e formalizou pedido de refúgio. (Foto: Reprodução/Facebook)Célia foi a Corumbá ontem e formalizou pedido de refúgio. (Foto: Reprodução/Facebook)

A boliviana que apontou problemas no voo da Chapecoense alegou perseguição no pais de origem e obteve em Mato Grosso do Sul um documento provisório de identidade de estrangeiro, que tem validade de um ano

Ontem, em Corumbá, que faz fronteira com a Bolívia, Célia Castedo Monastério procurou o MPF (Ministério Público Federal) e, na sequencia, foi à delegacia da PF (Polícia Federal).

“Ela entrou com um pedido de refúgio, mas é o Ministério da Justiça que decide”, afirma o delegado Sérgio Macedo, chefe da PF em Corumbá.

De acordo com ele, o documento permite que Célia permaneça no Brasil até o resultado da solicitação de refúgio. “Pode viajar pelo Brasil, por onde quiser”, diz o delegado. Célia foi sozinha à delegacia. Caso o Comitê Nacional negue o pedido de refúgio, o documento provisório perde a validade.

Célia trabalha na Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia e apontou problemas no plano do voo do avião que transportava a equipe de futebol da Chapecoense, jornalistas e tripulantes para a cidade de Medellín, na Colômbia. A funcionária alertou sobre o quantidade de combustível. A aeronave caiu na madrugada de 29 de novembro, perto do aeroporto de Medellin. O acidente matou 71 pessoas e deixou seis feridos.

O serviço boliviano de administração de aeroportos enviou ao Ministério Público do pais vizinho notícia-crime por "não cumprimento de deveres" e "atentado contra a segurança dos transportes". A funcionária foi suspensa por suspeita de negligência.

A Chapecoense iria jogar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. O desfecho trágico, no momento em que o time rumava para seu maior desafio, comoveu o mundo, com manifestações de solidariedade que se irradiaram da Colômbia e de Chapecó para diversos países.



Engraçado que o corpo do piloto, verdadeiro causador da tragédia, foi recebido com honras de herói (segundo reportagem, não lembro se do SBT Repórter ou Domingo espetacular), agora a moça do aeroporto está sendo esculachada na Bolivia como culpada.Ela errou em não ter insistido em não deixá-los partir, já o piloto quis arriscar mais de 70 vidas pra não gastar mais $10 mil e matou todos. Segundo dizem as notícias, ele era acostumado a fazer isso pra reduzir gastos..será que nenhum funcionário de aeroporto tinha notado isso antes dela? Acredito que sim, mas foi desta vez q o avião caiu e não das outras. Todos os que permitiam que essa empresa funcionasse são coniventes com essa tragédia.
 
Maria_Joana em 06/12/2016 13:01:18
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