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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

29/03/2008 10:49

Briga atribuída a gangue deixa rastro de estrago e medo

Redação

A confusão ocorrida por volta da zero hora deste sábado em um trailer no jardim Aero Rancho, um dos maiores aglomerados habitacionais de Campo Grande, evidência um fenômeno típico da violência urbana, agravado por problemas sociais como a falta de emprego, lazer e perspectivas entre os jovens. Segundo a reportagem do Campo Grande News apurou, a gangue de jovens envolvida na briga ocorrida no trailer localizado na rua Campestre, no setor do bairro que faz divisa com o jardim Centenário, é apenas uma de várias que atuam na região. A ação dos jovens deixou um rastro de estrago e também medo.

Informações colhidas junto a policiais e moradores apontam que cada um dos quatro setores do Aero Rancho tem o seu grupo de jovens que rivalizam entre si e, volta e meia,são pivôs de brigas em espaços públicos, como a feira livre que existe na localidade, às sextas-feiras. Soma-se a esses grupos, gangues formadas por moradores dos bairros vizinhos Centenário e jardim das Hortênsias e ainda do bairro Aero Rancho.

Na noite de ontem, a confusão envolveu pelo menos cinco rapazes e mais uma adolescente. Teria se originado, conforme a reportagem apurou, em razão de um episódio envolvendo a agressão à uma jovem, motivado por ciúmes. Ela teria ido ao trailer onde a mãe trabalha, na rua Campestre, e informado que foi agredida por um dos integrantes da gangue. O irmão teria sabido e ido tirar satisfação com o grupo, dando início a todo o tumulto.

A briga, segundo foi apurado, se iniciou em outro trecho do bairro, mais próximo ao jardim Centenário, mas acabou chegando ao trailer porque Reginaldo de Souza Freitas, de 18 anos, filho da funcionária do local, Rosangela Aparecida Barros de Souza, 38 anos, foi se abrigar no local, para onde os agressores também seguiram. A confusão chamou a atenção da vizinhança e vários deles ligaram para o número 190,

Quando a Polícia Militar foi chamada, encontrou três jovens agredindo Reginaldo, que escapou com a chegada dos policiais. Ele continua desaparecido.

A mãe dele disse à reportagem que está com medo e que as duas filhas adolescentes, de 17 e 18 anos, foram ameaçadas. Ela tem ainda um filho de 20 anos. Nenhum está estudando e os rapazes, segundo a mãe, fazem bicos para sobreviver. O marido de Rosângela está preso por homicídio, no Presídio de Trânsito de Campo Grande.

Prejuízo - Para a dona do trailer onde ocorreu a confusão, Osana Vidal, sobrou o prejuízo. Ela calcula que, contando mesas quebradas, produtos consumidos não pagos pelos clientes que fugiram da confusão e em produtos estragados na hora do tumulto, foram pelo menos R$ 2 mil.

Osana diz que o grupo é conhecido e que até já tentou proibi-los de freqüentar o local. Perguntada sobre a atuação da Polícia Militar na região, ela diz que são feitas rondas e que até ontem a situação estava tranquila. O trailer está no local há cerca de um ano.

Os três jovens encontrados pela Polícia Militar agredindo Reginaldo foram detidos e levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento à Comunidade).Leandro Alves da Silva, 24 anos, Lúcio Martinez da Costa, 22 anos, e Jean Carlos Céspedes Bernardes da Silva, 20 anos, foram enquadrados em crime de lesão corporal e liberados.

Conforme as informações da PM, Jean Carlos apresentava escoriações pelo corpo e Lúcio um ferimento na cabeça, evidenciando que houve luta corporal. O quinto envolvido no tumulto é Weliton Ricardo Gusmão Nazareth, de 20 anos, que, conforme os amigos disseram, foi ferido à faca, mas já havia sido socorrido quando os policiais chegaram no local. O caso vai ser encaminhado para investigação da delegacia da área, o 5ª Distrito Policial, no bairro Piratininga.

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