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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

26/01/2009 13:30

Caciques elogiam governo, mas cobram investimentos

Redação

Foi de diplomacia o tom da reunião entre o governador, André Puccinelli (PMDB), o novo administrador da Funai, Jorge Antônio das Neves e caciques de várias aldeias, na manhã desta segunda-feira. Cerca de 40 caciques participaram e, diferente do que era esperado, não houve clima tenso. A reunião lotou o auditório da Governadoria.

As lideranças, inclusive, ressaltaram feitos do governo, mas ao mesmo tempo entregaram uma série de reivindicações para Puccinelli.

Os pleitos se concentram principalmente nas áreas de educação, programas habitacionais para as aldeias e necessidade de maquinário para uso nas lavouras.

O cacique guató Severo Ferreira, de Corumbá, disse que sua comunidade tem 36 famílias em uma área de difícil acesso, de 10,9 mil hectares. "Não queremos só cesta básica. Queremos meios para trabalhar, precisamos de maquinário. Não queremos toda vida fica precisando do governo", disse. Ele afirmou que a intenção é atingir a auto-suficiência, se mantendo com a

própria produção.

O administrador da Funai ressaltou que hoje a população indígena de Mato Grosso do Sul é de cerca de 30 mil índios e que a Fundação não dispõe de recursos porque não conta com apoio da bancada federal, diferente do que ocorre no Mato Grosso onde "tem senador e deputado fazendo emenda para a Funai".

O governador destacou que "tem um deputado que atua em favor dos índios", citando Geraldo Rezende (PMDB). Mas admitiu que se houvesse maior atenção dos parlamentares o resultado em favor dos índios seria maior.

Puccinelli demonstrou confiança no novo administrador da Funai: "Tenho certeza que não vai gatunar", disse. O governador disse que hoje estão em andamento obras de 914 casas em aldeias de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o número é duas vezes maior que das duas gestões do governador Zeca do PT.

Além disso, acrescentou, mensalmente são entregues 14.266 cestas básicas para famílias indígenas do Estado. Ele destacou que essa distribuição não conta com ajuda da Funai.

Outra iniciativa citada foi a ampliação de 84 para 120 as vagas reservadas para indígenas na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e que há sete escolas indígenas em construção.

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