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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

17/01/2019 10:05

"Nunca tinha visto nada parecido", diz moradora após atentado no Tiradentes

Execução aconteceu próximo ao asilo Dom Bosco no cruzamento das ruas San Martin com a Dona Zulmira

Viviane Oliveira e Mirian Machado
Hoje de manhã ainda era possível encontrar marcações feitas pela perícia técnica no local onde os projéteis foram localizados (Foto: Marina Pacheco) Hoje de manhã ainda era possível encontrar marcações feitas pela perícia técnica no local onde os projéteis foram localizados (Foto: Marina Pacheco)
Poste atingido durante acidente foi substituído ontem mesmo (Foto: Marina Pacheco) Poste atingido durante acidente foi substituído ontem mesmo (Foto: Marina Pacheco)

Vizinhos da área onde ocorreu atentado com duas mortes e um baleado, na noite de ontem (16), moradores do Bairro Tiradentes estão com medo das ações de criminosos na região já conhecida pela atuação do tráfico. Ontem, quem vive próximo ao asilo São João Dom Bosco, no cruzamento das ruas San Martin com a Dona Zulmira, enfrentou momentos de terror com vários disparos de arma fogo em uma das principais vias do bairro.

E estrago foi grande na rotina do lugar. O motorista que dirigia o carro alvejado por tiros de pistola 9 milímetros bateu em um poste de energia elétrica e casas chegaram a ficar sem energia. A estrutura já foi substituída pela Energisa (concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul) ontem mesmo, mas o susto ficou.

Hoje de manhã ainda era possível encontrar marcas de sangue e marcações no chão realizadas pela Perícia Técnica durante levantamento no local do crime.

A doméstica Raimunda Vaniclevito, 47 anos, que mora próximo ao cruzamento há 10 meses, diz que nunca tinha visto nada parecido. "Fiquei com medo porque os tiros poderiam ter atingido alguém que não tinha nada a ver com a situação. Um inocente podia ter morrido”, lamenta. Ela ouviu os tiros e só saiu para saber o que tinha acontecido 15 minutos depois. “Não imaginei que iria encontrar dois mortos”.

Ainda segundo Raimunda, que acompanhou os trabalhados da polícia e da perícia, alguns parentes das vítimas chegaram logo depois e os comentários era de que os rapazes moravam na Vila Nhanhá. “A família ficou desesperada ao ver a cena”, conta.

Vitor Gabriel posando para foto em momento de lazer (Foto: reprodução/Facebook) Vitor Gabriel posando para foto em momento de lazer (Foto: reprodução/Facebook)
Deynner é uma das vítimas mortas durante atentando na noite de ontem (Foto: reprodução/Facebook) Deynner é uma das vítimas mortas durante atentando na noite de ontem (Foto: reprodução/Facebook)
Carro bateu no poste e ficou com a frente destruída  (Foto: Direto das Ruas) Carro bateu no poste e ficou com a frente destruída (Foto: Direto das Ruas)

A também diarista Tereza de Jesus, 71 anos, foi visitar a filha que mora no bairro e ficou sabendo sobre o caso. Ela ficou apreensiva com a situação, mas diz ficar mais tranquila por acreditar que tanto os atiradores quanto as vítimas sejam de outro local.

Há 20 anos com um ponto de frete, próximo ao local, um frentista de 50 anos, que pediu para não ter o nome divulgado, ficou sabendo do fato ao chegar para trabalhar. Ele afirma que o policiamento é frequente no bairro, mas mesmo assim ficou apreensivo, mesmo que o atentado seja um caso isolado. “Eles fazem acertos de conta em qualquer lugar e hora. Já pensou se fosse de dia? As ruas aqui são movimentadas”, relata.

Caso - Foram identificado como Vitor Gabriel Pinheiro, 18 anos, e Deynner Araújo do Prado, 25 anos, os homens executados a tiros de pistola 9 milímetros durante emboscada. O adolescente de 14 anos que sobreviveu ao atentando foi ferido com tiro no joelho esquerdo. Ele foi socorrido por terceiros ao posto de saúde da região e na sequência transferido à Santa Casa, onde está internado na área vermelha aguardando por cirurgia.

O alvo, segundo a polícia, era Vitor Gabriel que provavelmente conhecia os atiradores, pois foi até o local negociar uma pistola 9 milímetros. A arma não foi encontrada no carro. A susspeita é de que o objeto foi levado pelos atiradores. “Eles foram atraídos para uma praça na Rua Sanmartin com a Dona Zulmira. Ao chegar nesse cruzamento, o carro foi alvejado”. Foram recolhidos no local oito projéteis de pistola 9 mm.



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