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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/08/2013 12:06

"Prisão tinha que ser perpétua" e "nada apaga a dor", dizem pais sobre penas

Evelyn Souza
Prisão tinha que ser perpétua e nada apaga a dor, dizem pais sobre penas
Pais de estudantes esperam que pena da quadrilha aumente com o próximo julgamento. (Foto: arquivo)Pais de estudantes esperam que pena da quadrilha aumente com o próximo julgamento. (Foto: arquivo)

“Nós sempre acreditamos que a Justiça seria feita. As pessoas me param e dizem que imaginam o quanto eu devo ter sofrido, mas a verdade elas não sabem o quanto eu ainda sofro”. O depoimento é de Rubens Silvestrini de Araújo, sobre a condenação da quadrilha acusada de matar o filho, Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos e o estudante, Leonardo Fernandes, 19 anos.

O assassinato aconteceu no dia 20 de agosto do ano passado e a condenação saiu nesta quarta-feira (7), quase um ano depois. Os acusados foram condenados pela Justiça a 209 anos de prisão.

Hoje pela manhã, o pai de Breno foi até o fórum retirar uma cópia da sentença. Disse que apesar das limitações da justiça, já esperava que os acusados fossem condenados e que a criação do movimento Mães da Fronteira foi fundamental.

“Acho que tudo isso, o recolhimento das assinaturas só favoreceu. Agradeço muito a juíza e a promotoria que realmente fizeram o que deveria ser feito. Mas eu ainda espero que essa pena aumente, porque eles ainda vão passar por um segundo julgamento e dessa vez, não serão mais réus primários” diz em relação a morte do piloto da TAM, Marco Antônio Leão Ramos, 40 anos, assassinado pela mesma quadrilha no dia 1º de agosto, em Anastácio.

Já Paulo Roberto Fernandes, pai de Leonardo Fernandes, disse que nada apagará a dor e o sofrimento da família e que pena mesmo, seria perpétua.

“O que adianta dar 42 anos de prisão se no Brasil o bandido só cumpre 1/3 da pena? Vamos ver se com esse próximo julgamento, eles fiquem pelo menos esses 30 anos”, desabafa o pai.

Em relação a data do dia dos pais, Paulo disse que será mais um dia difícil e que vai passar ao lado da esposa e do outro filho, de 13 anos. “ É uma dor que não tem remédio que cure. A gente fica muito emocionado, ano passado ele fez um vídeo pra mim, que ta na internet. A gente sente muita falta”, relata.

Condenação: Ao todo, seis pessoas foram acusadas pelo crime: Rafael da Costa da Silva, de 18 anos, foi condenado a 42 anos e 4 meses de prisão; Raul de Andrade Pinto , 22 anos, teve pena estabelecida de 35 anos e 4 meses; Weverson Gonçalves Feitosa, 22, foi condenado a 36 anos e quatro meses, três anos a mais que Dayani Aguirre Clarindo, de 24 anos. Já Edson Natalício de Oliveira Gomes teve a menor pena, de 29 anos e 8 meses de prisão. Por último, Jonilton Jackson Leite de Almeida foi condenado a 32 anos e 10 meses de prisão.

Crime: O crime aconteceu no dia 20 de agosto do ano passado, quando os estudantes saiam do bar Fly, próximo a Rua Ceará. Segundo o inquérito policial, Rafael e Weverson abordaram as vítimas no momento em que Leonardo, que estava junto com Breno, acionou o alarme da caminhonete Pajero.

Weverson assumiu a direção do veículo. Leonardo foi para o banco do passageiro, enquanto que Breno foi para o banco de trás junto com Rafael. De lá, seguiram para as saídas de Aquidauana e Rochedo, na região do Indubrasil.

Eles estavam sendo seguidos por um Fiat Uno, onde estavam Dayane e o irmão de Rafael, um adolescente de 17 anos. Durante o trajeto, segundo a delegada, Breno foi violentamente espancado por Rafael.

Na entrada de uma galeria de água pluvial, os estudantes tornaram a ser espancados pela dupla. As vítimas chegaram a implorar para não morrerem.

Os dois foram colocados de joelhos. O primeiro a ser morto foi Breno com um tiro na cabeça. Leonardo ao ver que o amigo havia sido baleado, se mexeu e o tiro acabou acertando sua cabeça de lado. Todos os disparos foram feitos por Rafael. Os estudantes foram mortos cerca de 30 minutos após serem abordados.

Após o assassinato, Weverson, Rafael e Dayane seguiram rumo a Corumbá na Pajero. Já o adolescente deixou o local dirigindo o Fiat Uno e foi para a casa de Raul, no bairro Guanandi.

Próximo da entrada de Corumbá, o trio se deparou com uma barreira policial e abandonou o veículo. Os três se esconderam em um matagal na região.

Prisões: Dayane foi a primeira ser presa, em Corumbá. Ela entregou a Polícia os outros envolvidos no crime. Rafael foi capturado ainda na mata e Weverson na casa do pai dele, em Aquidauana. Raul foi preso na casa dele, onde a adolescente também estava.

Durante as investigações, a Polícia utilizou um helicóptero do Exército Brasileiro nas buscas à arma utilizada no crime, um revólver calibre 38. A aeronave sobrevoou a área onde os bandidos se esconderam.

Todos os envolvidos foram presos em flagrante, em menos de 24 horas após o crime. 

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Eu me lembro do Leonardo nas escadas do nosso prédio tocando violão, sempre que eu ouço algo sobre esse fato vem isso em minha mente. Que a Angela e o Paulo se sintam confortados pelo poder dos amigos espirituais e que na verdade nada pode traze-los de volta quantos tantos outros que já se foram assim.
 
Dídia Bismara Cury em 29/08/2013 19:30:18
Sou favorável a pena de morte no Brasil. O assassino fica no máximo 10 anos preso. A prisão não recupera ninguém e o sistema prisional do país esta falido. Eles sabem que é por pouco tempo o tempo a prisão.











 
Elaine Alves Corrêa Macintyre em 09/08/2013 14:16:51
na minha opinião essa sentença deveria ser para todos que cometesse esse tipo de crime, que a justiça não seja apenas para quem é rico ! essa é a verdade ! não adianta arrumar desculpa essa é a verdade , pra mim foram só mais dois assassinatos, ja que o brasil só tem justiça pra '' quem tem dinheiro'' ! minha opinião!
 
johnny motta pacheco em 08/08/2013 23:57:27
eu sei a dor que essa família ta sentindo ,eu também perdi meu filho 22 anos assim , assassinado hj faz 9 meses deixou uma filhinha linda que parece muito com ele .......a nossa justiça e pior do mundo ...eu tenho vontade de fazer o mesmo com ele hj ele ta preso e vai sai logo , e vai continuar a vida dele e nossa vida sem nossos filhos ja se estão com DEUS fique em paz DEUS conforte nossos coração... AMÉM
 
sirene camargo em 08/08/2013 16:37:53
Honestamente amigos pais, a pena não teria que ser perpétua e sim de alta tortura seguida de morte lenta, é um absurdo que dois meninos sejam violentamente assassinados de forma covarde e seus algozes continuem respirando, comendo e vivendo, seja na cadeia, no presidio ou na rua, isso é ridiculo, não existe punição para um ato deste calibre, não existe pena que seja justa, mesmo a de morte, mas o que chega mais perto é a lei do olho por olho mesmo. Meus sinceros pesames aos pais, amigos e parentes dos jovens.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 08/08/2013 15:14:38
"Os acusados foram condenados pela Justiça a 209 anos de prisão", isso é uma demagogia e humilhação para com os familiares das vítimas! Todos sabemos que a Lei(que beneficia o crime!) no Brasil tem pena máxima de 30 anos(só sei do criminoso da luz vermelha que ficou este tempo preso!) e com 5 anos(tempo máximo de cadeia praticada pela lei hoje!) o criminoso esta na rua. Os familiares das vítimas poderiam entrar com ação contra o esta por danos morais e beneficiar o crime caso os mesmos saiam da cadeia antes do cumprimento dos 209 anos julgados, já aparti de hoje! Assim o estado cumprirá a lei para com as vítimas(só vejo a lei ser cumprida para os criminosos!).
 
Alexandre de Souza em 08/08/2013 14:55:16
A lei só foi cumprida/feita por que a família dos mortos são burgueses...
Mas justiça será o fato dos excluídos que cometeram o crime ficarem pouco tempo na "universidade"....
 
marcos antonio em 08/08/2013 14:24:46
Para mim as pessoas se dividem em dois tipos: os Seres Humanos e os Desumanos, os primeiros devem ter total proteção do Estado enquanto o segundos não deveriam nem permanecer andando sobre a terra.
 
lucidio souza em 08/08/2013 14:02:19
Concordo! Pena no mínimo Prisão Perpétua, o certo mesmo era Pena de Morte. Tiraram a vida de dois jovens e destruíram suas famílias. A pena maior são dos pais desses jovens que foram barbaramente executados sem dó e nem piedade por três quilos de drogas.
 
Placida Barros em 08/08/2013 13:55:34
Esse é o mínimo de pena q esses covardes tinham q pegar.
 
Alberto J. M. Guazina em 08/08/2013 13:19:22
Infelizmente com as leis atuais, em que pese a sentença aplacar uma pena com essa magnitude, os presos estarão sujeitos sim, aos benefícios penais. Estarão nas ruas com o cumprimento de quanto tempo das penas? Mas é melhor que nada. Quem foi condenado a 42 anos vai ficar preso uns 14 pelo menos? Vai sair com 32 ou 33. Estará com a idade dos meninos assassinados brutalmente, se estivessem vivos. Por isso a dor dos pais é tamanha, é sobre algo que não tem solução (a dor da perda), e o remédio que existe (a punição aos criminosos) é insuficiente, sempre vai ser, mas atualmente existe discrepância entre a perda e as punições. Aí mora a sensação de impunidade.
 
Adriano Magalhães em 08/08/2013 13:16:31
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