COP15 da ONU deve reunir líderes de 133 países em Campo Grande
A Capital se prepara para receber conferência internacional sobre espécies migratórias de 23 a 29 de março

Campo Grande se prepara para receber ministros, autoridades e representantes de 133 países durante a COP15 da CMS (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), que será realizada na Capital entre os dias 23 e 29 de março.
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Nesta segunda-feira (2), o secretário-executivo do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, esteve na cidade e se reuniu com a imprensa para falar sobre o evento internacional. Capobianco afirmou que a proposta é apresentar aos participantes uma cidade que sirva de exemplo de convivência entre seres humanos e natureza. Segundo ele, Campo Grande reúne infraestrutura adequada e espaços públicos de alta qualidade, fatores que pesaram na escolha da Capital para sediar o evento.
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Ao todo, a convenção prevê atualmente 1.189 espécies migratórias, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 espécies de répteis e uma de inseto. No entanto, esse número pode aumentar.
Durante a apresentação técnica, a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, ressaltou que a Convenção sobre Espécies Migratórias é o único tratado internacional voltado exclusivamente à conservação dessas espécies, que são diretamente impactadas pelas mudanças climáticas.
Segundo Rita, Mato Grosso do Sul abriga espécies relevantes que ainda não constam nas listas da CMS, e o Brasil já solicitou a inclusão delas. Para ela, a convenção busca ampliar e fortalecer a proteção animal, criar instrumentos de cooperação, formar coalizões entre países e aprovar planos de ação.
O Brasil, considerado um dos principais territórios para a biodiversidade migratória, atua para ampliar tanto o número de espécies protegidas quanto o de países signatários. Entre os países que ainda não aderiram ao acordo estão Estados Unidos, México, Canadá e Rússia.
Capobianco confirmou a presença da ministra do MMA, Marina Silva, na Capital, e afirmou que outros ministros também devem participar, já que se trata de um encontro em nome do país, envolvendo pastas como o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), Ministério da Pesca e Ministério da Saúde, entre outros.

Estrutura – O secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, destacou que o Governo do Estado está mobilizando todas as secretarias para a organização do evento. A operação inclui planejamento de segurança, logística no aeroporto, ampliação de voos em parceria com companhias aéreas e com a Aena, concessionária que administra o aeroporto da Capital, além de articulação com os setores de hotelaria, alimentação, cultura e turismo.
O principal local da conferência será o Bosque Expo, que sediará a chamada “blue zone”, área oficial da ONU (Organização das Nações Unidas) onde ocorrerão negociações, plenárias e reuniões ministeriais. Também está em estudo a criação de um sistema de transporte coletivo exclusivo para os participantes, ligando o espaço aos hotéis da cidade. Além disso, estão previstos eventos paralelos no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, no Bioparque e na Casa do Homem Pantaneiro.
Além do caráter técnico da conferência, o governo estadual aposta na visibilidade internacional do Pantanal como um dos legados do evento, com expectativa de aumento do interesse turístico. Também está prevista a criação do Bosque da COP15 e ações voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa.
Verruck reforçou que um dos objetivos da COP15 é dar visibilidade ao Pantanal e à região, com a expectativa de que o evento aumente o fluxo turístico. A organização prevê que muitos participantes cheguem antes ou permaneçam após a conferência para conhecer o bioma.
Origem - A convenção está em vigor desde 1979 e reúne atualmente 133 países da África, Américas Central e do Sul, Ásia, Europa e Oceania. Segundo Capobianco, a COP sobre espécies migratórias teve início no Brasil, em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, e ocorre a cada três anos. O encontro reúne países em um processo de cooperação para apresentação e implementação de medidas sustentáveis, com o objetivo de garantir que as espécies migratórias possam se deslocar pelos territórios da melhor forma possível, com proteção de seus habitats e rotas.
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