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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Maio de 2019

16/05/2019 11:44

“Reajuste dos servidores não será maior que a inflação”, diz Marquinhos

Categorias rejeitaram proposta de parcelar aumento de 4,17% em duas vezes. Além disso, professores pedem correção do piso nacional

Izabela Sanchez e Fernanda Palheta
Prefeito Marquinhos Trad (PSD) na manhã desta quinta-feira (Foto: Marina Pacheco)Prefeito Marquinhos Trad (PSD) na manhã desta quinta-feira (Foto: Marina Pacheco)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) declarou, nesta quinta-feira (16), que o reajuste dos servidores municipais não será maior que a inflação. O acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é de 4,94% e em 2018, fechou em 3,75%.

Além disso, o prefeito aliou o reajuste ao aumento de arrecadação de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que foi de 4% esse ano. Marquinhos afirmou que o aumento no salário será, “no mínimo”, igual ao aumento do IPTU.

“A receita do município diminuiu e reajuste salarial acima da inflação só vou dar se tiver condições. A Prefeitura não está conseguindo e não há como fazer milagre”, disse, em alusão a perda de cerca de R$ 35 milhões em repasse de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O prefeito disse que os funcionários da Semed (Secretaria Municipal de Educação) e da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) representam 70% da folha de pagamento da Prefeitura, que hoje está acima do limite prudencial estabelecido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Os professores pedem 4,17% de aumento, além da correção parcelada de 17% defasados do que estabelece a lei nacional do piso, acúmulo de gestões anteriores. O prefeito disse que ainda negocia com a categoria e demais servidores da Semed. “Estamos tentando encontrar uma maneira para dar esse percentual”, comentou.

O Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais) rejeitou a proposta de 4,17% do reajuste proposto para ser parcelado em duas vezes entre os meses de outubro e dezembro. No último dia 7 a ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação Campo-Grandense) também rejeitou o percentual proposto e encaminhou ao município uma contra proposta.



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