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Capital

Preso na Máxima de Campo Grande, detento comandava tráfico no Paraná

Interno foi um dos alvos da Operação “Matrioska”; foram encontrados 7 celulares na cela

Por Clara Farias | 25/02/2026 15:39
Preso na Máxima de Campo Grande, detento comandava tráfico no Paraná
Fiscalização sendo realizada na cela de detento, na Máxima (Foto: Divulgação)

Interno da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande é apontado pela polícia como líder de uma organização criminosa responsável pelo envio de drogas de Mato Grosso do Sul ao Paraná. O detento foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (25), com a deflagração da operação “Matrioska”. A suspeita é de que ele comandava o esquema de dentro da unidade prisional, determinando rotas, coordenando a distribuição e gerenciando o dinheiro obtido com o tráfico.

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Um detento da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande foi identificado como líder de uma organização criminosa que enviava drogas de Mato Grosso do Sul ao Paraná. Ele comandava o esquema de dentro da prisão, coordenando rotas, distribuição e lavagem de dinheiro. A operação “Matrioska”, deflagrada pela Polícia Civil do Paraná, apreendeu sete celulares e cumpriu mandados de prisão e busca em três estados. As investigações começaram após a prisão de uma mulher transportando crack em Realeza (PR). O grupo utilizava “mulas”, principalmente mulheres em ônibus interestaduais, para despistar a fiscalização. A Justiça autorizou 24 prisões preventivas, 34 buscas e bloqueios financeiros. O nome da operação remete à estrutura hierárquica do grupo e ao modo como as drogas eram ocultadas.

A operação foi deflagrada hoje pela Polícia Civil do Paraná, por meio da Divisão Estadual de Narcóticos, com apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado). Em Mato Grosso do Sul, equipes do Dracco cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em Campo Grande.

Um dos alvos já estava custodiado na Máxima e teve a cela vistoriada. Durante a ação, foram apreendidos sete aparelhos celulares. Segundo as investigações, o grupo possuía estrutura hierarquizada voltada à aquisição, transporte, armazenamento e comercialização de entorpecentes, especialmente crack e cocaína, além de atuar na lavagem de dinheiro.

O detento, conforme a polícia paranaense, exercia papel de liderança mesmo preso, utilizando contas bancárias de "laranjas”, para movimentar e ocultar valores da atividade ilícita. As investigações começaram em 26 de agosto de 2025, após a prisão em flagrante de uma mulher no município de Realeza (PR).

Preso na Máxima de Campo Grande, detento comandava tráfico no Paraná
Dracco em cumprimento de mandado em Campo Grande (Foto: Divulgação)

Ela foi abordada em um ônibus transportando mais de dois quilos de crack. A partir do caso, os investigadores identificaram que a droga saía de Mato Grosso do Sul com destino à cidade de Pato Branco (PR).

De acordo com a polícia, o transporte era feito por “mulas”, principalmente mulheres que viajavam em ônibus interestaduais, muitas vezes acompanhadas de filhos, como forma de tentar despistar a fiscalização.

Ao todo, a Justiça autorizou 24 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueio e sequestro de ativos financeiros. As ordens judiciais foram cumpridas no Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

O nome da operação faz referência à tradicional boneca russa Matrioska, que possui várias camadas internas. Segundo a Polícia Civil do Paraná, a escolha simboliza a estrutura em níveis da organização criminosa e também a forma como a droga era ocultada junto ao corpo das transportadoras.

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