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Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

08/12/2018 10:19

A 6 dias do prazo, 86 ainda não se apresentaram ao Mais Médicos em MS

Das 115 vagas, apenas 29 foram preenchidas em cidades do interior. Dados são da Secretaria Estadual de Saúde

Izabela Sanchez
o Estado, população indígena é que mais perdeu profissionais (Foto: Ministério da Saúde)o Estado, população indígena é que mais perdeu profissionais (Foto: Ministério da Saúde)

As inscrições acabaram na sexta-feira (7) e, até agora, das 115 vagas abertas deixadas pelos médicos cubamos do programa Mais Médicos, apenas 29 foram preenchidas. Os dados são da SES (Secretaria Estadual de Saúde). Segundo a Secretaria, os profissionais estão em Aquidauana (1), Aral Moreira (1), Bandeirantes (1), Brasilândia (1), Corumbá (6), Costa Rica (2), Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígenas) (4), Dourados (4), Guia Lopes da Laguna (1), Jaraguari (1), Jardim (2), São Gabriel (2) e Tacuru (3).

Os médicos tem 6 dias, até o dia 14 de dezembro, para se apresentarem aos locais onde devem atuar na saúde básica, que perdeu 50% dos profissionais que prestavam atendimento nessa modalidade. São cerca de 8,5 mil trabalhadores de um total de 17 mil. Em Mato Grosso do Sul, dos 219 trabalhadores do Mais Médicos, 114 eram de Cuba. 

Em Mato Grosso do Sul, a saúde indígena é mais afetada pela saída dos médicos do país caribenho. O Dsei de Mato Grosso do Sul contava com 11 profissionais. Além do Distrito, a saúde básica em Corumbá tinha 10 profissionais e Dourados, 9.

Impasse – No dia 14 de novembro, o governo de Cuba divulgou nota anunciado a interrupção da cooperação técnica com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) que permite o envio de médicos para o Brasil. O comunicado cita "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) à presença dos médicos cubanos no Brasil.

O país caribenho envia profissionais para trabalhar nas regiões mais carentes do país desde 2013, quando a gestão de Dilma Rousseff (PT) criou o Mais Médicos. A nota do governo cubano não informa a data que médicos deixarão o Brasil.

O presidente eleito, que em agosto, durante a campanha, havia falado em “expulsar” os cubanos do Brasil, reagiu. “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, publicou no Twitter.

 



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