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Capital

"A responsabilização vai vir", diz Adriane sobre morte de criança que foi à UPA

Prontuário de João Guilherme cita que houve falha na intubação do menino na unidade de saúde do Universitário

Por Clara Farias e Mylena Fraiha | 10/04/2026 13:28
"A responsabilização vai vir", diz Adriane sobre morte de criança que foi à UPA
João Guilherme, de 9 anos, morreu na última terça-feira (10)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou à imprensa nesta sexta-feira (10) que a morte de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, será investigada. O menino passou por diversas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da Capital antes de morrer na Santa Casa. O caso ocorreu na última terça-feira (7), após a criança ser levada a uma unidade de saúde depois de desmaiar.

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João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, morreu após passar por diversas unidades de saúde em Campo Grande. A prefeita Adriane Lopes afirmou que o caso será investigado. O prontuário médico aponta falha na intubação realizada na UPA Universitário. O menino chegou com insuficiência respiratória grave e o Samu o encontrou em parada cardíaca com tubo mal fixado. O caso foi registrado como homicídio culposo na Depac Centro.

Em entrevista, Adriane Lopes ressaltou que, apesar de o menino ter sido atendido em unidades sob responsabilidade do município, a morte ocorreu na Santa Casa de Campo Grande. “Ele foi atendido na UPA, mas já estava dentro do hospital. Foi aberto um processo, é uma fatalidade, infelizmente. Mas não aconteceu dentro de uma UPA, aconteceu dentro da Santa Casa”, afirmou.

A prefeita também garantiu que todo o procedimento será apurado. “A responsabilização vai vir. Nós contratamos prestadores de serviço para o município, e essa investigação será feita. Mas o ocorrido não foi dentro da UPA, foi dentro do hospital”, completou.

Caso - João Guilherme Jorge Pires morreu após idas e vindas em unidades de saúde da Capital. Conforme o prontuário médico, houve falha na intubação realizada na UPA Universitário.

De acordo com o documento, a criança já chegou à unidade com insuficiência respiratória grave e cianose. Durante o atendimento, foi submetida à intubação. No entanto, ao assumir o paciente para o transporte, a equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) encontrou o menino em parada cardiorrespiratória e com o tubo mal fixado.

O relatório também aponta a presença de grande quantidade de sangue nas vias aéreas. Mesmo com manobras de reanimação e o encaminhamento à Santa Casa, o quadro clínico evoluiu de forma irreversível.

Idas e vindas - No dia 2 de abril, João sofreu uma queda e foi levado a uma unidade de saúde no bairro Tiradentes. Ele passou por consulta, realizou exame de raio X e foi liberado com prescrição de dipirona e ibuprofeno.

Sem melhora, no dia seguinte, retornou a uma unidade no Bairro Universitário e, após atendimento, foi novamente liberado com a mesma medicação.

Em 4 de abril, voltou à unidade do Universitário, onde recebeu uma injeção — a família não soube informar qual medicamento foi aplicado. Na ocasião, a criança relatava fortes dores no peito, mas, segundo os familiares, a médica atribuiu o sintoma à ansiedade e liberou o paciente.

No domingo (5), João retornou à unidade, onde permaneceu em observação. Após novo raio X, os médicos identificaram um problema na região do joelho esquerdo, descrito pela família como lesão ou possível fissura. A equipe liberou-o com orientação para procurar a Santa Casa.

Na segunda-feira, a criança foi levada ao hospital, onde teve a perna imobilizada com tala e recebeu alta. No mesmo dia, passou mal, desmaiou e apresentou coloração arroxeada pelo corpo, principalmente nas pernas.

Ele foi levado por familiares, em veículo próprio, até a unidade do Universitário, onde chegou desacordado. Segundo relato da família, uma profissional de saúde informou que não havia médico no local naquele momento, mas a equipe iniciou os primeiros socorros, com uso de oxigênio e tentativa de intubação.

O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.

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