Produtora do Guns N' Roses pede desculpas pelo atraso e leva vaias
Fala ocorre após a previsão de início às 20h30; trânsito seria justificativa
Com cerca de uma hora de atraso para o início da apresentação, a produção do show do Guns N’ Roses teve que pedir desculpas pelos problemas enfrentados pelos fãs no Autódromo de Campo Grande, durante a noite desta quinta-feira (9). Por volta das 21h45, uma produtora do evento subiu ao palco e falou em nome da produção e da banda. Como resultado, foi vaiada pelo público.
RESUMO
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O show do Guns N' Roses em Campo Grande teve início com cerca de uma hora de atraso, gerando insatisfação entre os fãs no Autódromo. Uma representante da produção subiu ao palco às 21h45 para pedir desculpas e foi vaiada. O congestionamento de mais de 14 quilômetros na BR-262 e na Avenida João Arinos foi apontado como causa, levando fãs a abandonarem veículos e seguirem a pé até o local.
Durante o pronunciamento, a representante pediu perdão “em nome de toda a organização” e também da banda. Ela afirmou que o público veria “o maior show internacional já realizado”, logo após a fala. Até a publicação desta matéria, no entanto, a banda ainda não havia subido ao palco, o que gerou insatisfação entre os presentes.
Uma das justificativas extraoficiais apuradas pelo Campo Grande News seria a dificuldade no acesso ao local do evento. Mais cedo, a reportagem mostrou que fãs enfrentaram congestionamento na BR-262 e precisaram abandonar carros e ônibus para seguir a pé até o autódromo.
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O trânsito travou os principais acessos desde o fim da tarde. A lentidão atingiu a Avenida Ministro João Arinos e se estendeu até a rodovia, principal ligação com o espaço onde ocorre o show.
Em alguns trechos, o fluxo parou por horas. A equipe do Campo Grande News levou 1h20 para percorrer cerca de 100 metros na João Arinos, o que ilustra a dimensão do congestionamento.
Fãs relataram demora e incerteza sobre a chegada a tempo da apresentação. Parte do público saiu de casa ainda à tarde, mas não conseguiu avançar no trânsito.
Diante do cenário, muitos desistiram de permanecer nos veículos. Alguns deixaram carros ao longo da via e seguiram a pé pela BR-262, enquanto passageiros de ônibus também optaram por caminhar.
Houve coletivos que saíram por volta das 16h30 e permaneceram praticamente parados por horas. Sem perspectiva de avanço, passageiros desceram e seguiram o trajeto a pé até o autódromo.
O congestionamento ultrapassou 14 quilômetros e, em alguns pontos, não havia movimento. O problema começou ainda na região urbana e avançou até a área do evento.
Equipes da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar, Detran e Polícia Rodoviária Federal atuaram no controle do tráfego. Apesar disso, não conseguiram normalizar o fluxo de veículos.
Um dos pontos mais críticos foi o viaduto que liga a Avenida João Arinos à BR-163. No local, a liberação de veículos pela alça de acesso formou um funil e travou a via principal.
Mesmo com restrição para caminhões na BR-262 até as 22h, entre os quilômetros 233 e 328, motoristas relataram a circulação de veículos pesados. A presença desses veículos agravou a lentidão.
A reportagem procurou todas as entidades citadas no texto, mas não houve retorno.

