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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

11/04/2011 17:34

Acadêmicos da UFMS protestam e fecham Avenida Costa e Silva

Paula Maciulevicius e Viviane Oliveira

Estudantes pedem segurança e trancam Avenida depois que UFMS diz não ter verba para investir

Estudantes protestam pedindo segurança e fecham Avenida Costa e Silva. (Foto: João Garrigó)Estudantes protestam pedindo segurança e fecham Avenida Costa e Silva. (Foto: João Garrigó)

Com faixas, tambores e pintados com nariz de palhaço, aproximadamente 100 acadêmicos da UFMS estão mobilizados para pedir mais segurança dentro da Universidade. Nesse momento, depois de saírem da frente da Reitoria, eles fecham o trânsito na Avenida Costa e Silva.

A manifestação começou por volta das 15 horas e conta com acadêmicos de vários cursos. Os alunos reivindicam segurança, principalmente depois do incidente ocorrido hoje, por volta das 8 horas da manhã quando uma acadêmica de Química foi violentada.

De acordo com um dos representantes do movimento, o estudante de engenharia elétrica, Vinícius de Oliveira, 20 anos, a reitora não está se importando com a falta de segurança.

“Decidimos fechar a Costa e Silva porque eles falaram que não tem verba para aumentar a segurança”, conta.

Segundo os acadêmicos, a administração da UFMS vai criar dentro de uma semana uma comissão para avaliar os pontos mais críticos da Universidade.

Com os gritos “E se fosse com você reitora?”, “Chega de vítima, exigimos segurança!” e “Falta de respeito não se trata estudante desse jeito!” os alunos trancam a Avenida e mostram indignação.

Para a acadêmica de Química, Gisele de Oliveira, 36 anos, o autor estava esperando o momento para atacar, porque pelo horário tem gente passando por ali.

“O curso de Química é à noite e por ali quase não tem luz e a segurança é zero. Quem é de biológicas precisa atravessar a ponte do laboratório para a biblioteca, se precisa fazer alguma coisa”, relata.

Ela acrescente que sempre teve medo, mesmo antes de ingressar na Universidade, ao ouvir falar das histórias.

“Nunca tinha acontecido com uma pessoa tão próxima. Estamos bastante abalados”, completa.

Com faixas, acadêmicos pedem segurança (Foto João Garrigó)Com faixas, acadêmicos pedem segurança (Foto João Garrigó)

A falta de segurança e iluminação é reclamação geral. Os estudantes contam que sempre tiveram essa dificuldade, porque tem os acadêmicos que pegam ônibus na Costa e Silva, e precisam atravessar todo o trajeto sozinhos. Os alunos contam que a reclamação é antiga e nada foi feito.

Mãe e filha também participaram do movimento. A acadêmica de Artes, Vera Lúcia Zucarelli, 55 anos demonstra a preocupação como mãe e estudante.

“Eu fico muito preocupada com a falta de segurança. Estou no protesto pela minha filha que cursa Biologia e tem que fazer este mesmo trajeto”, fala.

Ela ainda afirma que com o teatro Glauce Rocha sem funcionar, e o Restaurante Universitário fechado, o movimento de pessoas diminui.

“Antes até tinha segurança na ponte, nas duas cabeceiras. Agora não tem mais. A segurança de toda Universidade está prejudicada”, diz.

A estudante de Biologia, Bruna Moretto, 19 anos, compartilha da indignação. Segundo ela, é muito matagal e fica “deserto”. Ela conta que já viu segurança sentado dormindo e como às vezes não tem como esperar alguém para atravessar a ponte, as pessoas acabam passando por ali sozinhas.

Com a faixa “Eu não quero ser a próxima” ela afirma que a questão não é só segurança, mas também iluminação.

Além de não ter movimento a escuridão faz parte do trajeto dos acadêmicos. A acadêmica de Química, Tamiris Marques Arruda, 21 anos conta como já teve que passar pela ponte.

“Esses tempos, eu tive que atravessar a ponte com a luz do celular”, finaliza.

Agora acontece também uma reunião entre a vice-reitoria, o batalhão policial responsável pela região Sul e o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Universidade

Após estupro, estudantes organizam protestos para cobrar mais segurança na UFMS
O DCE (Diretório Central dos Estudantes) e os Cas (Centros Acadêmicos) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul convocaram os acadêmicos da UFMS...
Abstenção em concurso da Câmara Municipal da Capital passa dos 30%
O domingo (17) foi de provas para milhares de campo-grandenses, tanto na manhã como no período da tarde, no concurso da Câmara Municipal, que segundo...


acho uma pena o que ocorreu, mas como tudo e culpa dos dirigentes, segura essa reitora. Na verdade o pder público precisa olhar pelas escolas em relação a segurança com mais seriedade e preocupação para que esses acontecimentos sejam banidos de vez. Aleluia será que veremos isso um dia.
 
maria aparecida em 13/04/2011 02:17:30
o proplema e que o governo federal manda verbas p ufms mas eu não sei o que eles estão fazendo com esse dinheiro. outra coisa que os concursos que eles fazem, só fazem para administraçao. Eles não estão se preocupando com a segurança dos alunos,porque o quadro de segurança e escaça. O diretor e responsável pela segurança o professor jair não esta nem ai com a segurança dos alunos. Ele só quer ganhar o dele e cabou. Se eu fosse a familia da garota eu processava a ufms, por danos moral.Eles tem e tercerizar ou abrir concurso p vigililantes . E não cobrar a incrição igual o detra está cobrando e exigir pelo menos o ensino fundamental.
 
joaquim geraldo melgarejo em 12/04/2011 12:23:06
Eu acho é a universidade mais fei do brasil tudo com um tempo gasta o morenão é os dentes podres e cariados(UFMS) é o modelo que não-se deve ser seguido em tudo cade a verba ???? (CQC) neles!!!!!
 
claudio lopes em 12/04/2011 11:42:23
indignado com a situação, sou pai de universitário, eu levo ele todo santo dia à UFMS, VEJO SEGURANÇA FAZENDO GUARDA NA ROTATÓRIA PROXIMA AO MORENÃO AONDE TEM OBRAS EM ANDAMENTO, cuidando não sei do que, de prédios que não saem do lugar? das salas de aulas repletas de universitários com professores, seria ai que o estuprador agiria? E DAS LINDAS , CARRAPOTSAs CAPIVARAS, isto é, o que eles mais cuidam? quero que a familia desta universitária CONTRATE UM EXCELENTE ADVOGADO, e processe, fazendo jus a uma indenização contra a UNIÃO, que tem tanto dinheiro vazando pelo ladrão do cofre público.
 
eduvin oliveira em 12/04/2011 11:18:33
é sempre assim ......só se toma providencia depois que acontece casos como este ...porque nao se usa de prevençao que é tao importante !!!!!
 
ROGERIO PAULO em 12/04/2011 09:51:12
Eu acho que é valido as manifestações, só acho errado é quem não tem nada a ver com isso pagar o pato, pois, tudo quanto é manifestção arrebenta na cabeça do povo, é uma mania de trancar avenidas estradas e quem sofre com isso é o trabalhador que precisa ir e vir, "um crime não justifica outro", tem que trancar é o caminhos das autoridades que tem o poder de resolver os problemas, não de familias e trabalhadores que não tem nada a ver com isso, é manifestação indigena, estundantil,pela paz, SEM TERRA, por justiça, tudo, quem paga o preço é o povão enquanto as autoridades responsaveis estão churrasquendo, vamos virar o disco, chega de ficar preso em manifestações que eu não tenha o poder de resolver, o povo não pode ser punido por incompetencia das autoridades. ( SÓ PRA PENSAR UM POUCO)
 
Carlos Arruda em 12/04/2011 09:45:19
Esse protesto tem que ser realizado contra os professores que, com maior poder de voto, escolheram essa Reitora.
Já passou da hora de começar um movimento para o voto paritário.
Acordem acadêmicos, ano que vem não adiantará querer brigar em cima da hora.
Movimento já! Voto Paritário.
Somente assim escolheremos representantes realmente preocupados conosco.
 
Philipp Ernesto em 12/04/2011 09:26:09
Isso é uma falta de consideração com nossoss estutantess ,é preciso acontecer o que aconteceu para a Universidade tomar providencia..!!i agora vai esperar matarem,brigas para fazer algo??
 
Fabi Medeiros em 12/04/2011 09:17:13
Ah e fora os Maconheiros, Traficantes e Estrupadores que ficam no estacionamento Tudo é deserto precisa pelo menos de iluminação
Se Liga Reitora...
 
Felipe Lucero em 12/04/2011 08:49:24
Senhores ACADEMICOS, temos, sim que manifestar e evidenciar nossa INDIGNAÇÃO, pelos descaso


Em relação ao SENHORES 'DITOS' AUTORIDADES o que estão fazendo em relação ao ocorrido será que esta tudo TRANQUILO e o que ocorreu faz PARTE DA GRADE


Senhores academico: reclame - manifeste - comuniquem - relatem - divulguem



e a nossa querida academica vitima do DESCASO de NOSSAS autoridades, quero dizer que estamos, ( toda a populaçao Campo Grandense) MUITO TRISTE e INDIGNADO, POIS PARECE QUE VIROU MODA uns são brutalmente assassinados em escolas, outros, SÃO violentamente violentados e são apenas mais um para elevar o GRAFICO de vitimas



abraços a todos

ney
 
zildeneis Salviano em 12/04/2011 07:47:56
Assisti à entrevista da Ilustre Reitora da UFMS e percebi (acredito que não só eu, mas todos aqueles que tiveram a oportunidade de apreciar os comentários da Vossa Senhoria) o apuro que ela passou em decorrência das perguntas feitas pela repórter e o total despreparo para respondê-las.
Gostaria que algum acadêmico participante das manifestações lê-se essas seguintes informações e repassassem à reitoria no tocante à contratação de empresas de segurança:
A reitora disse que a contratação de mais segurança dependeria de procedimento licitatório e, que em decorrência desse fato, haveria uma demora de no mínimo 2 (dois) meses. É bem verdade que a UFMS é uma Autarquia Federal, razão pela qual deve obediência à Lei 8.666/93 (Lei de Licitações). No entanto, conforme a situação calamitosa e a necessidade concreta de mais segurança, abre-se a possibilidade de "contratação direta", onde não haveria toda a burocracia exigida como na Licitação em tese e, consequentemente, não existiria tal lentidão, ora suscitada. Portanto, peçam à reitora para abrir a Lei 8.666/93 e ler o Artigo 24, iniciso IV, pois a situação se enquadra perfeitamente em caso de "dispensa" de Licitação, sendo que essa contratação poderá ter uma duração de até 180 dias, prazo que sufiente para então realizar o mencioado certame.

Exijam os seus direitos. Não esperem esses 2 (dois) meses passarem, sob pena de cair no esquecimento de todos.

Segurança é um direito de todos e dever do Estado!!!!!!

 
Haroldo Padovani Toffoli em 12/04/2011 02:13:01
Sou mãe de uma acadêmica do curso de FISIOTERAPIA da UFMS e minha filha tb tem que passar por essa ponte, onde aconteceu essa tragédia. Espero de todo coração que as autoridades da UFMS tomem as medidas cabiveis, para resolver essa tipo de problema, se precisar contratar mais seguranças que contratem ou coloquem aqueles seguranças que ficam andando de carro e tomando tereré parados na sombra para vigiarem esse lugar, não interessa se é segurança patrimonial ou não, porque o maior patrimônio da UFMS são os alunos, sem eles não existiria a UFMS.Sou do interior do estado de MS e estou profundamente abalada com o que aconteceu, que DEUS de força para essa acadêmica e ilumine seu caminho. Coragem prá vc e sua familia.
 
Elenice Flores Ricalde em 12/04/2011 02:12:35
No ano de 2009, uma moça foi atacada e morta nesse trecho. A solução dada na época foi interditar a ponte. Com certeza não é essa a solução, afinal, muitos acadêmicos precisam passar por esse caminho. A solução é ter o comprometimento da nossa reitoria e colocar seguranças e iluminação nesse local, para que as pessoas passem com segurança. Outra coisa que precisa ser revista pela nossa UFMS: nos falaram que a segurança é patrimonial, ou seja, é para cuidar somente do prédio e não para dar segurança aos alunos. Pelo amor de Deus!!!!!!!!! Quando será entendido que o maior patrimônio da UFMS são os alunos????
 
Rosângela Centurião em 11/04/2011 11:43:25
A reitoria só nos entope de promessas e mais promessas!!! Alguém aí acha que essa violência é novidade? Sou ex-acadêmica e estou FARTA de ouvir sobre violência, estupro, assalto dentro do câmpus da UFMS. Já participei de um protesto IGUALZINHO ao de hoje há anos. Depois de muito papo, a reitoria colocou cercas inúteis delimitando os limites da universidade, mas sem nenhum portão, porteiro, NADA. E aí? Vamos ver esse filme até quando? Estão dizendo que instalarão câmeras e aumentarão a segurança. Duvido muitíssimo! Estamos todos pagando pra ver.
 
Gisele Sena Bertolazo em 11/04/2011 08:11:00
Acho que já sei o que vai acontecer...
Haverá alunos(as) andando armados(as) com armas não letais ou até letais, porque se a REITORA diz não ter verba, os alunos vão providenciar a própria "segurança". O mundo é assim, e na UFMS não vai ser diferente.

É uma tristeza.... mas fazer o que ? esperar um morrer pra aparecer o dinheiro ?

Aguardem....
 
Daniel Feliz em 11/04/2011 07:58:00
A iniciativa desses jovens,foi sem dúvidas muito acertada.Há tempo esses acadêmicos sofrem com esse descaso.Há históricos horríveis de outros estupros na UFMS,quando um maníaco atacava sempre as garotas em diversos horário,muitas não fizeram BO por constrangimento.Uma universitária do curso de farmácia, se não me falha a memória, foi brutalmente violentada,inclusive submetida à cirurgia e após recuperação foi morar em outra cidade.
É revoltante saber, que mesmo após vários estupros ocorridos anos atrás, não mudou muita coisa no que se refere a segurança dos(as)acadêmicos(as).
 
neyde de oliveira em 11/04/2011 07:54:16
acho incrivel esses acontecimentos.pois ali por volta do centro do campos.perto dos bancos etcs.ér cheio de guardas os carros nao podem nem parar para desenbarcar pesoas pois eles ja abordam.pq nao colocam dez por cento dese efertivo para trabalhar. e ver esas trilhas?
 
luiz antonio larson em 11/04/2011 07:39:58
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