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Capital

Adriane diz que pode barrar venda do Consórcio e caducidade ainda é opção

“Começou errado”, diz Adriane ao acusar Consórcio Guaicurus de anos de má gestão

Por Mylena Fraiha | 08/09/2026 11:01


Adriane diz que pode barrar venda do Consórcio e caducidade ainda é opção
Adriane falou sobre o assunto durante lançamentos de saúde na manhã de hoje

RESUMO

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou nesta terça-feira (8) que a Prefeitura pode barrar a venda das empresas do Consórcio Guaicurus sem garantias de melhorias no transporte coletivo. A caducidade do contrato e nova licitação seguem como alternativas. Adriane apontou má gestão e descumprimento de obrigações acumulados ao longo dos anos como causas da crise no serviço.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou nesta terça-feira (8) que a Prefeitura pode barrar a venda das empresas que integram o Consórcio Guaicurus porque ainda não foram apresentadas garantias de melhorias no transporte coletivo. Segundo ela, a caducidade do contrato e a realização de uma nova licitação continuam entre as alternativas avaliadas pelo município.

“Sem anuência da agência do município e da Prefeitura, não tem comercialização”, afirmou Adriane ao ser questionada sobre o andamento das negociações.

Segundo Adriane, eventual autorização da Prefeitura dependerá da proposta apresentada pela empresa interessada em assumir a operação. Entre as medidas que deverão ser avaliadas estão a substituição de ônibus, manutenção constante da frota, veículos com ar-condicionado e reforma dos terminais.

“Se esta empresa, que está em fase de adquirir as empresas do consórcio, se comprometer a fazer o que é a necessidade de Campo Grande e dos usuários do transporte público, nós vamos avaliar e entender se isso é real ou não”, declarou.

A prefeita ressaltou que a venda não é tratada como única saída para a crise do transporte coletivo. Antes do surgimento da negociação, segundo ela, o município caminhava para a possibilidade de decretar a caducidade da concessão diante dos problemas encontrados na prestação do serviço.

“Porque nós temos outros caminhos também: a caducidade, uma nova licitação, e segue. O destino é buscar um resultado”, disse.

Errado desde o início

Adriane também afirmou que os levantamentos realizados pela equipe responsável pela intervenção no transporte coletivo apontam problemas acumulados ao longo dos anos. Ainda não há previsão para a apresentação do relatório final.

Segundo a prefeita, a equipe técnica relata “má gestão durante anos” e descumprimento de obrigações relacionadas, entre outros pontos, à renovação e à manutenção da frota.

“É um serviço que hoje não tem qualidade devido ao descumprimento e à má gestão durante muitos anos. Isso não aconteceu da noite para o dia”, afirmou.

Adriane também declarou que o Consórcio Guaicurus teria iniciado a operação em Campo Grande com veículos usados e abaixo das condições consideradas necessárias. “Se começou errado, não temos dúvidas de que o final também não seria positivo”, disse.

Segundo Adriane, a equipe interventora continua realizando levantamentos sobre a operação. A Prefeitura pretende usar as informações apuradas tanto para avaliar a situação do contrato atual quanto para decidir se dará aval à eventual mudança no controle das empresas responsáveis pelo transporte coletivo.


O contrato nº 330 foi assinado em 25 de outubro de 2012, na gestão do então prefeito Nelson Trad Filho. A concessão foi estabelecida por 20 anos, portanto, em princípio, vai até 2032.

As empresas que formaram o Consórcio Guaicurus já operavam o transporte coletivo antes da licitação de 2012. Na época, o grupo era formado por Viação Cidade Morena, Viação São Francisco, Jaguar Transportes Urbanos e Viação Campo Grande.